Alternativa B - Substituir metronidazol por vancomicina via oral
O caso descrito caracteriza uma **infecção por *Clostridioides difficile*** (antigo Clostridium difficile), evidenciada pela presença das toxinas A e B e pelo quadro clínico de disenteria/pseudomembranosa em paciente hospitalizado. Quando o tratamento inicial com metronidazol não apresenta resposta clínica, as diretrizes médicas indicam a troca do antimicrobiano.
A escolha da vancomicina oral é superior neste cenário porque este fármaco atinge altas concentrações no lúmen intestinal, onde ocorre a infecção. Diferente de antibióticos sistêmicos, a vancomicina administrada por via oral tem baixa absorção gastrointestinal, garantindo sua ação local no cólon.
Análise das Alternativas
- Alternativa A (Dobrar dose de metronidazol): Incorreta. A falta de resposta sugere resistência ou necessidade de agente mais potente. Aumentar a dose não resolve a falha terapêutica e expõe o paciente a efeitos colaterais desnecessários.
- Alternativa B (Substituir por vancomicina via oral): Correta. É a terapia de escolha para casos de falha ao metronidazol ou episódios graves. A administração oral é essencial para atingir a mucosa intestinal infectada.
- Alternativa C (Manter metronidazol + ciprofloxacino): Incorreta. O ciprofloxacino é um fluoroquinolona de amplo espectro, frequentemente associado à precipitação ou agravamento de infecções por C. difficile, pois elimina a flora protetora sem tratar o patógeno específico eficazmente.
- Alternativa D (Vancomicina endovenosa): Incorreta. A vancomicina administrada por via venosa não alcança concentrações terapêuticas adequadas no interior do intestino (lúmen), sendo ineficaz para tratar colites por C. difficile.
Em resumo, diante da falha ao metronidazol em um caso confirmado de toxinas de Clostridium, a conduta adequada é a substituição imediata para vancomicina oral, conforme as diretrizes atuais de manejo de infecções hospitalares associadas a antibióticos.