Medicina Múltipla Escolha

Um homem de 20 anos, previamente hígido e sem uso crônico de medicação, procura um médico da unidade básica de saúde relatando que, há 2 dias, iniciou o uso de nimesulida para alívio de dor causada por uma entorse de tornozelo. No entanto, há 24 horas, afirma ter começado no rosto e em membros superiores. O paciente nega dispneia, palpitações ou alterações gastrointestinais. Além de suspender o uso da nimesulida, a conduta do médico da atenção primária deve ser

Um homem de 20 anos, previamente hígido e sem uso crônico de medicação, procura um médico da unidade básica de saúde relatando que, há 2 dias, iniciou o uso de nimesulida para alívio de dor causada por uma entorse de tornozelo. No entanto, há 24 horas, afirma ter começado no rosto e em membros superiores. O paciente nega dispneia, palpitações ou alterações gastrointestinais. Além de suspender o uso da nimesulida, a conduta do médico da atenção primária deve ser

  1. iniciar medicamento anti-histamínico e hidratação da pele.
  2. fazer uma dose de epinefrina subcutânea e iniciar anti-histamínico oral.
  3. encaminhar o paciente para observação em pronto-socorro devido ao risco de insuficiência respiratória aguda.
  4. administrar corticoide tópico e oral e, caso persistam os sintomas por mais de 24 horas, iniciar corticoide endovenoso.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A

Análise da Questão

O caso descreve um paciente jovem que desenvolveu sintomas cutâneos (prurido e pápulas vermelhas) após iniciar o uso de nimesulida, um anti-inflamatório não esteroide (AINE). O quadro clínico caracteriza-se como uma Reação Adversa Medicamentosa (RAM), especificamente uma Urticária Aguda ou dermatite medicamentosa.

Pontos Chave para Decisão:

  1. Ausência de Sinais de Gravidade: O paciente nega dispneia (falta de ar), palpitações ou alterações gastrointestinais. Isso elimina a hipótese de Anafilaxia (choque alérgico sistêmico), que exigiria intervenção urgente com adrenalina.
  2. Conduta Padrão: Para reações alérgicas cutâneas leves sem comprometimento sistêmico, a conduta básica envolve:
  • Suspensão do fármaco causador (já realizada ou recomendada).
  • Tratamento sintomático: Uso de anti-histamínicos para controlar a coceira (prurido) e reduzir a inflamação local.
  • Cuidados locais: Hidratação da pele para alívio dos sintomas.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • Alternativa B (Epinefrina): A epinefrina (adrenalina) é o tratamento de escolha para anafilaxia. Como o paciente não apresenta comprometimento das vias aéreas, circulação ou sintomas sistêmicos graves, o uso de adrenalina é desnecessário e pode causar efeitos adversos indesejados.
  • Alternativa C (Encaminhamento para PS): O encaminhamento de urgência é indicado quando há risco iminente de vida ou necessidade de suporte hospitalar. Como o paciente está hemodinamicamente estável e sem sinais de obstrução de via aérea, ele pode ser manejado na Unidade Básica de Saúde (UBS) com acompanhamento ambulatorial.
  • Alternativa D (Corticoides): Embora corticoides possam ser utilizados em casos mais severos ou resistentes, eles não são a primeira linha de tratamento para urticária leve simples. Além disso, a proposta de iniciar corticoide endovenoso após 24 horas é excessiva para um caso sem complicações, onde os anti-histamínicos costumam ser suficientes.

Conclusão

A conduta mais adequada para uma reação alérgica cutânea leve (urticária) sem sinais de anafilaxia é o manejo conservador com suspensão do agente ofensor e controle sintomático.

Portanto, a conduta correta é: iniciar medicamento anti-histamínico e hidratação da pele.

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