Medicina Múltipla Escolha

Um homem de 67 anos de idade, tabagista de longa data, com alta carga tabágica (86 anos/maço), compareceu à consulta ambulatorial, relatando dispneia progressiva aos esforços, associada à piora da tosse, que já possuía cronicamente. Relatou que sua esposa vinha notando seu rosto mais avermelhado, além de leve assimetria em membro superior direito, que foi constatada em seu exame físico. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável é o de:

Um homem de 67 anos de idade, tabagista de longa data, com alta carga tabágica (86 anos/maço), compareceu à consulta ambulatorial, relatando dispneia progressiva aos esforços, associada à piora da tosse, que já possuía cronicamente. Relatou que sua esposa vinha notando seu rosto mais avermelhado, além de leve assimetria em membro superior direito, que foi constatada em seu exame físico. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável é o de:

  1. trombose de veia jugular.
  2. DPOC exacerbado.
  3. insuficiência cardíaca congestiva.
  4. síndrome da veia cava superior.
  5. síndrome da veia cava inferior.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Síndrome da veia cava superior.

O caso clínico apresentado é um exemplo clássico de apresentação da Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS). O paciente possui fatores de risco significativos para neoplasia pulmonar e apresenta sinais específicos de obstrução venosa no território do tronco superior.

Análise do Caso

Para chegar ao diagnóstico correto, precisamos correlacionar o histórico médico com os sinais físicos apresentados:

  • Histórico de Tabagismo: Um homem de 67 anos com 86 anos-maço tem altíssimo risco para Câncer de Pulmão. Este é o fator predisponente principal.
  • Sintomas Respiratórios: A dispneia progressiva e a tosse crônica piorada sugerem uma massa ocupacional no tórax comprimindo vias aéreas ou parênquima pulmonar.
  • Sinais Vasculares (Chave do Diagnóstico):
  • Rosto avermelhado (Plethora Facial): Indica congestionamento venoso na cabeça e pescoço devido à impossibilidade de retorno sanguíneo adequado para o coração.
  • Assimetria em Membro Superior: Sugere edema ou dilatação venosa localizada, compatível com comprometimento dos drenos venosos da região torácica superior.

A combinação desses elementos aponta para uma compressão extrínseca ou intrínseca da Veia Cava Superior, impedindo o fluxo sanguíneo das regiões acima do diafragma.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

AlternativaMotivo do Descarte
A Trombose de veia jugularSeria um quadro mais localizado (pescoço), não explicando a dispneia progressiva nem necessariamente a assimetria braquial complexa.
B DPOC exacerbadoExplica a tosse e dispneia, mas não explica o rosto avermelhado nem a assimetria no braço. São sintomas vasculares, não apenas inflamatórios.
C Insuficiência cardíaca congestivaGeralmente causa edema em membros inferiores e bilateralidade, além de outros sinais como estertores pulmonares e hepatomegalia, sem foco na face vermelha isolada.
E Síndrome da veia cava inferiorAfeta as veias abaixo do diafragma, causando edema abdominal e nos membros inferiores, não no rosto ou braços.

Conclusão:
O diagnóstico mais provável é a Síndrome da Veia Cava Superior, frequentemente secundária a um carcinoma brônquico em pacientes tabagistas crônicos. O reconhecimento precoce é vital devido ao risco de obstrução das vias aéreas e comprometimento cerebral por edema.

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