Medicina Múltipla Escolha

Um senhor aposentado de 68 anos de idade chega ao pronto-socorro com dor na perna esquerda, de quatro dias de duração. Ele também se queixa de edema no tornozelo esquerdo, que tem dificuldade de deambulação. É fumante ativo e tem história clínica de doença do refluxo gastroesofágico. O exame físico revela edema ++ no tornozelo esquerdo. São fatores de risco para o desenvolvimento de Trombose Venosa Profunda (TVP), EXCETO:

Um senhor aposentado de 68 anos de idade chega ao pronto-socorro com dor na perna esquerda, de quatro dias de duração. Ele também se queixa de edema no tornozelo esquerdo, que tem dificuldade de deambulação. É fumante ativo e tem história clínica de doença do refluxo gastroesofágico. O exame físico revela edema ++ no tornozelo esquerdo. São fatores de risco para o desenvolvimento de Trombose Venosa Profunda (TVP), EXCETO:

  1. Mutação Protrombina.
  2. Deficiência de Antitrombina.
  3. Mutação do Fator V Leiden.
  4. Deficiência de Proteína C e S.
  5. Trombastenia de Glanzmann.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E - Trombastenia de Glanzmann

A questão apresenta um quadro clínico sugestivo de Trombose Venosa Profunda (TVP) em um paciente idoso e fumante. O objetivo é identificar qual das opções listadas NÃO constitui um fator de risco para o desenvolvimento de trombose (trombofilia).

Para responder corretamente, é necessário distinguir entre condições que aumentam a coagulação (trombofilias) e aquelas que causam tendência ao sangramento.

Análise dos Fatores de Risco

As alternativas A, B, C e D descrevem todas as principais causas genéticas de hipercoagulabilidade, ou seja, estados onde o sangue tende a formar coágulos indevidamente:

  • Mutação da Protrombina (Opção A): Alteração genética que aumenta os níveis de protrombina, elevando o risco trombótico.
  • Deficiência de Antitrombina (Opção B): A antitrombina é um potente anticoagulante natural. Sua falta facilita a formação de trombos.
  • Fator V Leiden (Opção C): Uma mutação que torna o Fator V resistente à degradação pela Proteína C, perpetuando a cascata de coagulação.
  • Deficiência de Proteína C e S (Opção D): Assim como a antitrombina, são anticoagulantes naturais essenciais; sua ausência predispõe fortemente à TVP.

Por que a Alternativa E está incorreta como fator de risco?

A Trombastenia de Glanzmann (Opção E) é uma doença distinta. Ela se caracteriza por um defeito funcional nas plaquetas, especificamente na interação dos receptores GpIIb/IIIa.

  • Consequência Clínica: O paciente apresenta dificuldade na agregação plaquetária, levando a um quadro de diátese hemorrágica (tendência a sangramentos).
  • Relação com TVP: Como a condição causa sangramento e não coagulação excessiva, ela não é um fator de risco para trombose. Pelo contrário, o mecanismo fisiopatológico é oposto ao da TVP.

Portanto, a única opção que não se enquadra como fator de risco para Trombose Venosa Profunda é a Trombastenia de Glanzmann.

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