Medicina Múltipla Escolha

Uma mulher de 54 anos, sem antecedentes cardiovasculares, procura pronto-socorro com queixa de palpitações há 18 horas acompanhadas de ortopneia e dispneia aos pequenos esforços. Apresenta pulso rápido e irregular, PA: 90 x 68 mmHg e estertores nas bases pulmonares. Antes de se tentar a reversão elétrica da arritmia, é indicada a administração de:

Uma mulher de 54 anos, sem antecedentes cardiovasculares, procura pronto-socorro com queixa de palpitações há 18 horas acompanhadas de ortopneia e dispneia aos pequenos esforços. Apresenta pulso rápido e irregular, PA: 90 x 68 mmHg e estertores nas bases pulmonares. Antes de se tentar a reversão elétrica da arritmia, é indicada a administração de:

  1. Clopidogrel + AAS.
  2. Enoxaparina dose profilática.
  3. Clopidogrel.
  4. Rivaroxabana.
  5. AAS.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Enoxaparina dose profilática

Diagnóstico Clínico

O caso apresentado descreve uma paciente de 54 anos com Fibrilação Atrial (FA) aguda. Os principais pontos clínicos são:

  • Taquiarritmia: Pulso rápido e irregular.
  • Instabilidade Hemodinâmica: Pressão arterial baixa (90 x 68 mmHg).
  • Descompensação Cardíaca: Ortopneia, dispneia e estertores pulmonares (sinal de edema agudo de pulmão).
  • Tempo de evolução: 18 horas (menos de 48 horas).

Manejo da Cardioversão

Quando um paciente com Fibrilação Atrial apresenta instabilidade hemodinâmica (choque, hipotensão, edema agudo de pulmão), a cardioversão elétrica é indicada imediatamente, independentemente do tempo de evolução da arritmia.

No entanto, a cardioversão carrega o risco de embolização de trombos formados no átrio esquerdo para o cérebro (Acidente Vascular Cerebral). Por isso, a anticoagulação é fundamental.

Por que Enoxaparina?

Analisando as opções disponíveis:

  1. Antiagregantes Plaquetários (AAS, Clopidogrel):
  • O uso de aspirina ou clopidogrel isoladamente não é suficiente para prevenir tromboembolismo sistêmico em pacientes com Fibrilação Atrial. Eles atuam na agregação plaquetária, mas não inibem eficazmente a cascata de coagulação (fator X, trombina) responsável pelos trombos na FA.
  • Conclusão: Descartar as opções de AAS, Clopidogrel e associação.
  1. Anticoagulantes Orais (Rivaroxabana):
  • Embora eficazes para manutenção, em situações de emergência com instabilidade hemodinâmica e edema pulmonar, a absorção oral pode ficar comprometida. Além disso, o início de ação é mais lento comparado à via parenteral.
  1. Anticoagulantes Parenterais (Enoxaparina/Heparina):
  • São a escolha padrão em emergências. Agem rapidamente e permitem controle imediato.
  • Na alternativa, temos Enoxaparina. Embora a denominação "dose profilática" seja atípica para tratamento agudo de trombo (geralmente usa-se dose terapêutica), esta é a única opção de anticoagulante parenteral listada. Em provas de concurso, a distinção principal está entre "Antiagregante" (errado) e "Anticoagulante" (correto), e especificamente a via parenteral em cenário de instabilidade.

Resumo da Conduta

  • Diagnóstico: Fibrilação Atrial com descompensação hemodinâmica.
  • Procedimento: Cardioversão elétrica urgente.
  • Medicação Prévia: Anticoagulação parenteral imediata (Heparina ou Enoxaparina) para reduzir o risco de embolia cerebral durante a conversão do ritmo.

Alternativa B.

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