Alternativa A
A questão aborda o conceito de ambiguidade na língua portuguesa, que ocorre quando uma frase pode ser interpretada de mais de uma maneira, gerando confusão no sentido.
Para identificar a ambiguidade, devemos analisar se há palavras ou expressões que permitem duas ou mais compreensões lógicas sobre os sujeitos ou objetos da oração.
Análise Detalhada
Vamos examinar cada alternativa para verificar a presença de dúvidas interpretativas:
- Opção A: "Paulo ficou aborrecido com um amigo e falou mal da sua mãe."
- Problema: O pronome possessivo "sua" é indeterminado aqui. Ele pode se referir à mãe do próprio Paulo ou à mãe do amigo mencionado anteriormente.
- Interpretação 1: Paulo falou mal da mãe dele (Paulo).
- Interpretação 2: Paulo falou mal da mãe do amigo.
- Conclusão: Esta é a frase ambígua.
- Opção B: "O homem que cumprimentei é o gerente desse banco."
- Análise: A estrutura define claramente quem é o sujeito ("O homem") e qual é a ação realizada por ele ou por quem fala. Não há dúvida sobre a identidade do homem.
- Opção C: "A casa em que moro fica próxima ao centro."
- Análise: O verbo "moro" estabelece claramente a relação de posse/residência. Refere-se à casa do falante. É uma afirmação direta e clara.
- Opção D: "O rapaz que saiu é meu vizinho."
- Análise: A oração subordinada restritiva "que saiu" especifica exatamente qual rapaz está sendo tratado. Não há duplicidade de sentidos.
- Opção E: "O aluno que estuda com dedicação vence."
- Análise: Trata-se de uma generalização sobre um tipo específico de aluno. A relação entre estudar e vencer é lógica e não gera confusão semântica.
Conclusão
A única alternativa que permite dupla interpretação devido ao uso inadequado do pronome possessivo é a letra A. Em textos formais, recomenda-se evitar essa construção ou substituir "sua" por "minha", "do amigo" ou "dele" para garantir clareza.