Imagine que um profissional, numa reunião de trabalho, tenha de apresentar sua discordância em relação à opinião de outro colaborador da empresa. O profissional, em vez de seguir um impulso inicial e dizer "Você está completamente errado, essa sua visão tacanha do problema só vai trazer mais aporrinhação, não posso concordar com você!", afirma que "Parece-me que você está equivocado, pois sua visão do problema pode ser limitada e, talvez, acarrete mais complicações, assim, tenho dificuldades em concordar com você". Nesse caso, o cuidado com a elaboração da fala e com o modo como se dirige ao outro pode ser considerado uma demonstração de que:
Imagine que um profissional, numa reunião de trabalho, tenha de apresentar sua discordância em relação à opinião de outro colaborador da empresa. O profissional, em vez de seguir um impulso inicial e dizer "Você está completamente errado, essa sua visão tacanha do problema só vai trazer mais aporrinhação, não posso concordar com você!", afirma que "Parece-me que você está equivocado, pois sua visão do problema pode ser limitada e, talvez, acarrete mais complicações, assim, tenho dificuldades em concordar com você". Nesse caso, o cuidado com a elaboração da fala e com o modo como se dirige ao outro pode ser considerado uma demonstração de que:
- a linguagem é somente expressão do que temos em mente e o foco deve ser apenas a correção gramatical.
- o contexto e o interlocutor não precisam ser considerados no uso da língua, pois a linguagem é uma experiência de interação que não tem relação com quem fala e quem ouve.
- a língua é interação e por isso o modo como falamos provoca reações em nosso interlocutor.
- a língua é tão somente uma experiência de comunicação, por isso o mais importante é verbalizar claramente o que pensamos, sem levar em conta como nosso interlocutor reagirá.
- ao usar a linguagem, o indivíduo não realiza ações, não age nem atua sobre o interlocutor.