Alternativa A - passa por fenômenos de variação linguística como qualquer outra língua.
O texto estabelece uma comparação direta entre os regionalismos das línguas faladas e as variações na Língua Brasileira de Sinais (Libras), demonstrando que ambas estão sujeitas aos mesmos processos linguísticos.
Análise Detalhada
Para entender por que a Alternativa A é a correta, vamos analisar os pontos principais do texto:
- Comparação com Línguas Faladas: O texto inicia citando exemplos de variação vocabular comum em português ("Mandioca, macaxeira", "Semáforo, sinalheiro"). Isso serve de analogia para introduzir o tema principal sobre Libras.
- Variação Geográfica e Social: O autor afirma explicitamente que existem sinais que variam em relação à região, idade e gênero. Isso caracteriza um fenômeno de variação linguística.
- Refutação da Universalidade: A citação da especialista diz: "Muitas pessoas pensam que a língua de sinais é universal, o que não é verdade". Isso reforça que Libras segue padrões de evolução e variação semelhantes às línguas orais.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
| Alternativa | Motivo da Incorreção |
|---|
| É ininteligível... | O texto menciona diferenças nos sinais, mas não afirma que isso torna a comunicação incompreensível entre regiões. |
| Desenvolvendo... própria língua | O texto fala em variações dentro de Libras, não na criação de línguas de sinais distintas e independentes para cada estado. |
| Mudança estrutural | Mudanças lexicais (palavras/sinais) não implicam necessariamente uma mudança estrutural profunda da gramática ou sintaxe da língua. |
| Novo sentido | O texto indica que sinais diferentes são usados para o mesmo conceito (ex: cor verde), não que o significado da palavra mudou. |
Conclusão
A alternativa A resume corretamente o argumento central do texto: a Libras não é estática nem universal; ela sofre influências culturais e geográficas, comportando-se como qualquer outra língua natural quando submetida a estudos de sociolinguística.