Alternativa D - à existência de uma língua ideal que alguns falantes lusitanos creem ser a falada em Portugal.
Introdução
O texto apresentado discute o preconceito linguístico enfrentado por brasileiros em Portugal. A questão pede para inferir a causa desse preconceito com base na citação da poetisa Maria Giulia Pinheiro.
Desenvolvimento
A autora relata que, em Portugal, ouvem-se afirmações como "nosso português é errado" e "não falamos português". Isso demonstra uma postura de julgamento sobre a variedade linguística brasileira. O preconceito não nasce da falta de comunicação, mas da negação da legitimidade da fala brasileira perante a norma portuguesa.
Analise
Para identificar a alternativa correta, analisamos os pontos-chave do texto:
- Visão Prescritivista: A frase "nosso português é errado" implica a existência de um padrão considerado "certo".
- Hierarquia Linguística: Ao dizer que os brasileiros não falam "português" (subentende-se o correto), cria-se uma distinção entre a língua "ideal" (falada em Portugal) e a "desviante" (falada no Brasil).
- Nacionalismo Linguístico: O texto sugere que a identidade da língua está ligada à nação de origem, fazendo com que a variante lusitana seja vista como a guardiã da pureza.
Comparativo das Alternativas:
| Alternativa | Análise | Veredito |
|---|
| A | Intercâmbio cultural costuma reduzir preconceitos. | Incorreta |
| B | O foco é a fala cotidiana, não apenas a literatura. | Incorreta |
| C | A distância explica diferenças, mas não o julgamento moral. | Incorreta |
| D | Reflete a crença na superioridade de uma variedade sobre a outra. | Correta |
| E | O texto não menciona níveis de escolaridade. | Incorreta |
Conclusão
O preconceito descrito fundamenta-se na crença de que existe uma forma única e legítima de falar português, associada a Portugal. Portanto, a alternativa D é a correta, pois identifica essa visão de uma "língua ideal" como a raiz do conflito linguístico relatado.