Alternativa B - Língua Portuguesa e Língua Brasileira de Sinais
Introdução
A questão aborda o contexto histórico e educacional da comunidade surda no Brasil, focando nas línguas utilizadas nesse processo. Para responder corretamente, é necessário compreender a estrutura do bilinguismo adotado atualmente na educação de surdos.
Desenvolvimento
No cenário educacional brasileiro, a prática pedagógica para alunos surdos baseia-se fundamentalmente no modelo bilíngue. Isso significa que dois códigos linguísticos distintos são valorizados:
- Língua Brasileira de Sinais (Libras): É considerada a língua materna ou primeira língua (L1) do surdo, sendo a língua de comunicação visual-gestual utilizada naturalmente pela comunidade surda.
- Língua Portuguesa: É a segunda língua (L2) aprendida pelo aluno surdo, focada principalmente na modalidade escrita, garantindo o acesso ao conhecimento acadêmico e à sociedade majoritária ouvinte.
O termo "misto" utilizado no enunciado refere-se justamente a essa interação entre a linguagem gestual (Libras) e a linguagem escrita/oral (Português) durante a formação escolar.
Análise
Vamos verificar as demais alternativas para confirmar a exclusão:
- Opção A (Português e SignWriting): Incorreta. O SignWriting é um sistema de escrita para línguas de sinais, não é uma língua em si.
- Opção C (Inglês e SignWriting): Incorreta. A língua inglesa não tem papel central no sistema educacional de surdos no Brasil, nem o SignWriting é uma língua.
- Opção D (Português e Inglês): Incorreta. Embora o inglês seja ensinado como língua estrangeira, ele não compõe a base bilíngue essencial para a inclusão do surdo no Brasil.
- Opção E (Libras em SignWriting): Incorreta. Novamente, confunde a língua (Libras) com seu método de escrita (SignWriting).
Portanto, a única combinação que representa as duas línguas fundamentais no processo educacional do surdo brasileiro é a Língua Portuguesa e Língua Brasileira de Sinais.