Alternativa A
Análise da Questão
O texto apresentado, extraído da obra de Marcelo Bagno, aborda o tema do preconceito linguístico e a legitimidade das variações da língua portuguesa.
Por que a alternativa A é a correta?
A questão pede para identificar a afirmação que NÃO pode ser inferida do texto ("exceto"). Vamos analisar a assertiva:
- Texto original: O autor critica o fato de pessoas com maior escolaridade e poder aquisitivo considerarem seu modo de falar como o único "correto".
- Sentença da alternativa (a): "A língua deve ser preservada e utilizada como um instrumento de opressão. Quem estudou mais define os padrões linguísticos..."
Esta frase contradiz diretamente a tese do autor. O texto argumenta que não há variação superior à outra. A ideia de que "quem estudou mais define o que é correto" é exatamente o comportamento que Bagno critica, pois ele defende que todas as variedades linguísticas têm validade comunicativa.
Conceitos-Chave
Para entender melhor, observe as diferenças entre as ideias apresentadas:
| Conceito | Visão do Texto (Bagno) | Visão da Alternativa (A) |
|---|
| Variação Linguística | É natural e legítima; não existe uma versão "melhor". | Existe uma versão "correta" definida pelos estudiosos. |
| Papel da Escola/Escritos | Deve aceitar as variações e combater o preconceito. | Serve para impor o padrão dos mais cultos (opressão). |
| Homogeneidade | O português brasileiro não é um bloco coeso e homogêneo. | Assume-se um padrão único e rígido. |
Conclusão
As alternativas (b) e (c) (parcialmente visível) alinham-se com a visão sociolinguística moderna, onde a língua é vista como dinâmica e funcional. A alternativa (a), contudo, propõe uma visão prescritivista e elitista que o texto rejeita, sendo portanto a resposta correta para a pergunta "exceto".