Enfermagem Múltipla Escolha

Gestante de 36 anos, G3P2 com partos vaginais anteriores, com 33 semanas de gestação e diabetes mellitus gestacional em uso de insulina, comparece à unidade básica de saúde para consulta de pré-natal. Relata que, nas últimas 24 horas, percebeu redução acentuada da movimentação fetal, contabilizando menos de 6 movimentos em 2 horas pelo mobilograma. Nega contrações, perda de líquido ou sangramento vaginal. Ao exame, a altura uterina é compatível com a idade gestacional e, à ausculta com sonar Doppler, os batimentos cardíacos fetais estão presentes, regulares, em 144 bpm. A pressão arterial é 118 x 76 mmHg e glicemia capilar no momento é 102 mg/dL. Diante desse quadro, qual é a conduta mais adequada?

Gestante de 36 anos, G3P2 com partos vaginais anteriores, com 33 semanas de gestação e diabetes mellitus gestacional em uso de insulina, comparece à unidade básica de saúde para consulta de pré-natal. Relata que, nas últimas 24 horas, percebeu redução acentuada da movimentação fetal, contabilizando menos de 6 movimentos em 2 horas pelo mobilograma. Nega contrações, perda de líquido ou sangramento vaginal. Ao exame, a altura uterina é compatível com a idade gestacional e, à ausculta com sonar Doppler, os batimentos cardíacos fetais estão presentes, regulares, em 144 bpm. A pressão arterial é 118 x 76 mmHg e glicemia capilar no momento é 102 mg/dL. Diante desse quadro, qual é a conduta mais adequada?

  1. Tranquilizar a gestante, pois a ausculta dos batimentos cardíacos fetais com sonar Doppler está dentro da normalidade, e reforçar a contagem diária dos movimentos fetais em domicílio.
  2. Orientar repouso em decúbito lateral esquerdo e ingesta de líquidos por duas horas e, caso a percepção dos movimentos não melhore, retornar à unidade para nova ausculta.
  3. Encaminhar a gestante ao serviço de referência obstétrica para avaliação da vitalidade fetal com cardiotocografia e, se necessário, perfil biofísico fetal.
  4. Solicitar perfil glicêmico e reajustar a dose de insulina, atribuindo a queixa às oscilações metabólicas, mantendo o acompanhamento ambulatorial habitual.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C

Este caso clínico apresenta uma gestante de alto risco (diabetes mellitus gestacional e idade materna > 35 anos) queixa-se de redução acentuada da movimentação fetal. Mesmo com sinais vitais maternos estáveis e frequência cardíaca fetal presente na ausculta simples, a hipoatividade fetal exige investigação imediata para descartar sofrimento fetal ou hipóxia intrauterina.

A conduta padrão-ouro para casos de alteração na percepção dos movimentos fetais, especialmente em gestações de risco, é a realização de exames funcionais mais completos. O sonar Doppler apenas confirma a presença do batimento cardíaco, mas não avalia a variabilidade, a reatividade ou o tônus muscular fetal, parâmetros essenciais para garantir o bem-estar do bebê.

Análise das Alternativas

Para compreender a escolha correta, vamos analisar os pontos-chave de cada opção à luz das diretrizes obstétricas:

AlternativaAnálise ClínicaVeredito
AApenas tranquilizar e orientar contagem domiciliar ignora a gravidade do quadro agudo (menos de 6 movimentos em 2 horas).❌ Incorreto
BOrientar repouso e aguardar pode atrasar o diagnóstico de um comprometimento fetal já instalado.❌ Incorreto
CEncaminhamento para Cardiotocografia (CTG) permite monitorar a resposta fetal ao estresse e oxigenação em tempo real. Se necessário, o Perfil Biofísico Fetal complementa a avaliação.✅ Correto
DAjustar insulina trata o diabetes, mas não resolve a possível causa obstétrica da falta de movimento (ex: acidose fetal).❌ Incorreto

Justificativa Detalhada:

  1. Risco Associado: A paciente tem Diabetes Mellitus Gestacional, fator que aumenta o risco de morte fetal intrauterina. Qualquer relato de diminuição de movimentos deve ser investigado prontamente.
  2. Limitação do Doppler: A frequência cardíaca de 144 bpm está dentro da normalidade (110-160 bpm), mas um coração pode bater regularmente mesmo em situação de sofrimento crônico. É necessário avaliar a variabilidade da frequência cardíaca.
  3. Protocolo de Conduta:
  • A Cardiotocografia (CTG) é o exame inicial recomendado para avaliar a vitalidade fetal quando há relato de redução de movimentos.
  • Se a CTG for alterada, o Perfil Biofísico Fetal (ultrassom com avaliação de movimentos, tônus, respiração e líquido amniótico) é indicado para tomada de decisão sobre parto ou intervenção.

Portanto, a segurança fetal prevalece sobre a observação passiva. A alternativa C é a única que garante a investigação adequada do motivo da hipoatividade.

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