Não se permitirá o exercício da bondade. O niilismo não é apenas desespero e negação, mas sobretudo vontade de desesperar e de negar. O mesmo homem que tomava o partido da inocência de modo tão veemente, que tremia diante do sofrimento de uma criança, que desejava ver ‘corpos próprios olhos’ a força dormir perto do leão, a vítima abraçar o assassino, a partir do momento em que recusa a coerência divina e tenta encontrar sua própria regra reconhece a legitimidade do assassinato. CAMUS, Albert. O homem revoltado. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. O trecho evidencia uma tensão moral marcada pela
Não se permitirá o exercício da bondade. O niilismo não é
apenas desespero e negação, mas sobretudo vontade de
desesperar e de negar. O mesmo homem que tomava o
partido da inocência de modo tão veemente, que tremia
diante do sofrimento de uma criança, que desejava ver
‘corpos próprios olhos’ a força dormir perto do leão, a vítima
abraçar o assassino, a partir do momento em que recusa a
coerência divina e tenta encontrar sua própria regra
reconhece a legitimidade do assassinato.
CAMUS, Albert. O homem revoltado. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2011.
O trecho evidencia uma tensão moral marcada pela
- idealização metafísica.
- renúncia afetiva.
- submissão religiosa.
- disciplina racional.
- contradição ética.