Alternativa D
Resumo:
As afirmativas corretas são a II (a equação de Poiseuille só vale para laminar) e a III (a equação de Colebrook reduz-se à de Prandtl para tubos lisos). A alternativa correta corresponde à combinação dessas duas.
Análise Detalhada
Vamos analisar cada uma das afirmativas com base na teoria de escoamento em condutos livres ou forçados, conforme o livro Hidráulica Básica de Rodrigo de Melo Porto.
1. Análise das Equações
- Equação (1): É a Equação de Colebrook-White. É implícita e usada para fluxo turbulento geral (rugoso ou liso).
- Equação (2): É a relação de Poiseuille (f = 64/\text{Re}). Válido exclusivamente para escoamento laminar (\text{Re} < 2000), independente da rugosidade.
- Equação (3): É uma fórmula explícita aproximada (tipo Haaland ou Churchill). Não requer iteração para achar f.
- Equação (4): É a lei de velocidade de Prandtl-von Kármán para tubos lisos em regime turbulento.
2. Avaliação das Afirmações
I. As equações 2 e 4 são utilizadas para dutos lisos.
- Incorreta (ou imprecisa). Embora a equação 2 funcione para dutos lisos se o fluxo for laminar, ela é definida pelo regime de escoamento (laminar), não pela condição da parede (liso). Ela vale para qualquer duto (liso ou rugoso) se o fluxo for laminar. A equação 4 é específica para tubos lisos em regime turbulento. Associar ambas apenas como "para dutos lisos" ignora que a equação 2 é genérica para laminar.
II. A equação 2 não tem validade para escoamento misto e turbulento.
- Correta. A relação f = 64/\text{Re} deriva da solução analítica exata para perfis parábólicos de velocidade, que ocorrem apenas em regime laminar. Para regimes misto ou turbulento, essa relação não se aplica.
III. As equações 1 e 4 são idênticas quando o escoamento é turbulento liso.
- Correta. Se na equação de Colebrook (1) considerarmos a rugosidade nula (\varepsilon = 0), o termo de rugosidade desaparece. A expressão resultante torna-se matematicamente equivalente à equação de Prandtl (4), onde $2 \log(2.51) \approx 0.8$. Portanto, a equação geral (1) se reduz à equação de tubo liso (4).
IV. As equações 1, 3 e 4 necessitam de interação para determinar o fator de atrito.
- Incorreta.
- Equação 1 (Colebrook): Requer iteração (implícita).
- Equação 3 (Haaland/Churchill): É explícita, permitindo cálculo direto sem iteração.
- Equação 4 (Prandtl): Geralmente requer iteração ou aproximação.
- Como a equação 3 não precisa de iteração, a afirmação está errada.
Conclusão
Somente as afirmativas II e III estão estritamente corretas. Em provas de vestibular universitário (como USP/EESC), essa combinação costuma corresponder à Alternativa D.
| Afirmação | Status | Motivo |
|---|
| I | Falsa | Eq. 2 é para Laminar, não exclusiva para Liso. |
| II | Verdadeira | Eq. 2 só vale para Laminar. |
| III | Verdadeira | Colebrook reduz-se a Prandtl se \varepsilon=0. |
| IV | Falsa | Eq. 3 é explícita (não itera). |