Geral Múltipla Escolha

Quando uma pessoa aprende uma determinada língua, aprende também os seus hábitos culturais e os contextos em que essas expressões são utilizadas. Como, por exemplo, aqui no Brasil, geralmente, as formas que as pessoas ouvintes se apresentam umas às outras são através dos cumprimentos, em seguida apresentam-se os seus nomes. As comunidades surdas possuem outros hábitos. Na apresentação entre os surdos, além do nome em datilologia, é dado um sinal à pessoa apresentada com certas características próprias e peculiares que normalmente lhe foi dada pela comunidade surda da qual faz parte. Este sinal-nome que a comunidade surda geralmente pode representar:

Quando uma pessoa aprende uma determinada língua, aprende também os seus hábitos culturais e os contextos em que essas expressões são utilizadas. Como, por exemplo, aqui no Brasil, geralmente, as formas que as pessoas ouvintes se apresentam umas às outras são através dos cumprimentos, em seguida apresentam-se os seus nomes. As comunidades surdas possuem outros hábitos. Na apresentação entre os surdos, além do nome em datilologia, é dado um sinal à pessoa apresentada com certas características próprias e peculiares que normalmente lhe foi dada pela comunidade surda da qual faz parte. Este sinal-nome que a comunidade surda geralmente pode representar:

  1. a primeira letra do nome da pessoa, como, por exemplo, letra M (Maria); letra J (João);
  2. as características das pessoas através de suas referências, como, por exemplo, cabelo-encaracolado, pinta-na-testa e barba, alguns sinais acompanhados pela primeira letra do nome;
  3. as características das pessoas através da cor da pele, como, por exemplo, branco, moreno e dos cabelos como os de cabelos-pretos, cabelos-brancos e cabelos castanhos;
  4. a profissão da pessoa, como, por exemplo, boleia (garoto: Jogo);
  5. a profissão de uma pessoa, como, por exemplo, professor (professor) João;

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - as características das pessoas através de suas referências, como, por exemplo, cabelo-encaracolado; pinta-na-testa e barba, alguns sinais acompanhados pela primeira letra do nome;

Introdução

A questão aborda um conceito fundamental da cultura surda e da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): a forma de identificação pessoal dentro da comunidade. Diferentemente da cultura ouvinte, onde o nome próprio é suficiente para identificação, a comunidade surda frequentemente utiliza descrições visuais.

Desenvolvimento

No contexto apresentado, o texto descreve como a apresentação entre surdos difere da apresentação entre ouvintes. Enquanto ouvintes usam cumprimentos verbais seguidos do nome, na cultura surda há o uso de identificadores ou nomes descritivos.

O ponto central da questão é entender o que representa esse "sinal-nome" mencionado.

  • Cultura Oral vs. Cultura Visual: A LIBRAS é uma língua visual-gestual. Portanto, a identidade é construída visualmente.
  • Identificação: Para identificar alguém, os sinais muitas vezes descrevem traços físicos marcantes, personalidade ou ocupação, criando uma imagem mental rápida na mente do interlocutor.
  • Origem Comunitária: O texto enfatiza que essas características são dadas pela comunidade surda da qual a pessoa faz parte, indicando que não é algo fixo ou imposto externamente, mas sim socialmente aceito dentro do grupo.

Análise

Vamos analisar as alternativas com base no conhecimento sobre LIBRAS e cultura surda:

AlternativaAnálise
AFoca apenas na inicial do nome (ex: M para Maria). Embora existam, isso não abrange a parte das "características próprias e peculiares" destacada no texto.
BCorreta. Descreve o uso de características físicas (cabelo, pinta, barba) como base para o sinal. Isso corresponde ao conceito de Nome Descrito, muito comum na comunidade surda brasileira.
CFoca exclusivamente na cor da pele/cabelo. É um subconjunto das características, mas menos abrangente que a alternativa B.
DFoca em apelidos. Embora existam, não representam a regra geral de identificação física citada no enunciado.
EFoca na profissão. Pode acontecer, mas não é a característica principal definida pelo texto como padrão da comunidade.

Portanto, a alternativa B é a única que descreve corretamente a prática de usar referências físicas específicas (como traços corporais) para criar um identificador único, muitas vezes combinado com a inicial do nome real para facilitar a referência futura.

Conclusão

A resposta correta é a Alternativa B, pois reflete a realidade sociocultural da comunidade surda, onde a identificação visual baseada em traços distintivos é uma norma estabelecida para distinguir membros da comunidade.

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