Alternativas B e E
A questão aborda a política económica de Portugal durante o período do Estado Novo, especificamente na fase do segundo pós-guerra (após 1945). Para responder corretamente, é necessário identificar quais medidas foram efetivamente implementadas pelo governo de Salazar nesse contexto histórico.
Análise das Afirmações
Afirmações Corretas
- Alternativa B (Correta): A política económica do Estado Novo caracterizou-se por um modelo corporativista. O Estado protegia os interesses dos grandes empresários nacionais, o que facilitou a formação de grupos económicos monopolistas (exemplo: CUF, Grupo Espírito Santo). Estes grupos dominavam setores estratégicos como têxteis, siderurgia e banca.
- Alternativa E (Correta): O II Plano de Fomento foi lançado oficialmente em 1959 (estendendo-se até 1968). Diferente do plano anterior, este focou intensamente na industrialização pesada e infraestruturas, muitas vezes negligenciando o setor agrícola tradicional para promover a modernização industrial.
Afirmações Incorretas
- Alternativa A: O polo industrial de Sines começou a ser desenvolvido nos anos 1970 (refinaria e complexo petroquímico), num período muito tardio em relação ao início do "segundo pós-guerra" e mais associado à transição democrática do que à política clássica do pós-Segunda Guerra.
- Alternativa C: Embora houvesse projetos nas colónias, a afirmação não reflete a principal característica da política económica doméstica analisada nos planos de fomento. Além disso, a guerra colonial acabou por drenar recursos que poderiam ter sido usados no desenvolvimento interno.
- Alternativa D: Esta é uma informação histórica falsa comummente usada como distrator. Portugal NÃO recebeu ajuda do Plano Marshall. Salazar recusou a adesão à OEEC (Organização Europeia de Cooperação Económica) para evitar influência americana e manter a sua política de neutralidade e soberania absoluta.
Conclusão
A política económica deste período visava a autossuficiência e a industrialização controlada pelo Estado, favorecendo grandes grupos nacionais e ignorando a agricultura em prol da indústria pesada. Portanto, as únicas afirmações que se alinham com os fatos históricos e o currículo escolar são a B e a E.