Matemática — Cálculo Múltipla Escolha

Colocando este transformador em operação como abaixador de tensão e alimentando carga indutiva com fator de potência de 0,95, determine o seu rendimento aproximado na temperatura de trabalho.

Colocando este transformador em operação como abaixador de tensão e alimentando carga indutiva com fator de potência de 0,95, determine o seu rendimento aproximado na temperatura de trabalho.

  1. 90%
  2. 92%
  3. 94%
  4. 96%
  5. 98%

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D

Para determinar o rendimento do transformador, precisamos comparar a potência útil de saída com a potência total de entrada, considerando todas as perdas energéticas envolvidas no processo de conversão.

Passo 1: Potência de Saída Ativa

O rendimento (\eta) é definido pela relação entre a potência ativa entregue à carga e a potência total consumida. Primeiro, calculamos a potência de saída (P_{out}) usando a potência aparente nominal (S_n) e o fator de potência (\cos \phi):

P_{out} = S_n \times \cos \phi
P_{out} = 10.000 \text{ VA} \times 0,95 = 9.500 \text{ W}

Passo 2: Identificação das Perdas

As perdas em um transformador dividem-se basicamente em duas categorias:

  • Perdas no Núcleo (Perdas Fixas): Obtidas no ensaio de vazio (AT aberto). No enunciado, a potência dissipada é de 200 W. Estas perdas dependem principalmente da tensão e permanecem praticamente constantes independentemente da carga.
  • Perdas nos Enrolamentos (Perdas Variáveis): Obtidas no ensaio de curto-circuito. No enunciado, a potência dissipada é de 150 W. Estas perdas variam com a corrente e dependem criticamente da temperatura dos condutores.

Passo 3: Correção de Temperatura

O enunciado especifica que o cálculo deve ser na temperatura de trabalho (105°C), enquanto os dados do ensaio de curto-circuito foram medidos a 25°C. Como a resistência elétrica do cobre aumenta com a temperatura, as perdas no cobre também aumentam.

Utilizamos a fórmula de correção de temperatura para cobre (constante $234,5$):

P_{cu(T)} = P_{cu(T_{ref})} \times \frac{234,5 + T}{234,5 + T_{ref}}

Substituindo os valores (T = 105^\circ C e T_{ref} = 25^\circ C):

P_{cu(105)} = 150 \text{ W} \times \frac{234,5 + 105}{234,5 + 25}
P_{cu(105)} = 150 \times \frac{339,5}{259,5} \approx 196 \text{ W}

Portanto, as perdas reais na temperatura de operação são aproximadamente 196 W, e não 150 W.

Passo 4: Cálculo do Rendimento

Agora somamos as perdas totais (P_{perdas}) e aplicamos a fórmula do rendimento:

P_{perdas} = P_{núcleo} + P_{cobre(105^\circ C)}
P_{perdas} = 200 \text{ W} + 196 \text{ W} = 396 \text{ W}
P_{entrada} = P_{saída} + P_{perdas} = 9.500 + 396 = 9.896 \text{ W}
\eta = \frac{P_{saída}}{P_{entrada}} = \frac{9.500}{9.896} \approx 0,9599

Convertendo para porcentagem:
\eta \approx 96\%

Análise

  • Potência Útil: Calculada a partir de $10kVA \times 0,95$.
  • Perdas no Ferro: Mantidas constantes em 200 W (ensaio de vazio).
  • Perdas no Cobre: Corrigidas de 150 W para ~196 W devido ao aumento de temperatura (105°C vs 25°C).
  • Impacto Térmico: Ignorar a correção de temperatura resultaria em 96,4%, o que também apontaria para a alternativa D, mas o rigor técnico exige a correção para obter 96,0%.

Alternativa D.

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