Medicina Múltipla Escolha

Homem, 19 anos, universitário, é levado à Unidade de Pronto Atendimento por amigo após enviar mensagens de despedida para familiares e publicar em rede social frases relacionadas à vontade de morrer. Durante a avaliação, refere tristeza intensa, desesperança e afirma possuir 'um plano para acabar com tudo' ainda naquela noite. Solicita ao médico que nenhuma informação seja compartilhada com seus familiares, pois 'não quer preocupar ninguém'. Qual é a conduta mais adequada?

Homem, 19 anos, universitário, é levado à Unidade de Pronto Atendimento por amigo após enviar mensagens de despedida para familiares e publicar em rede social frases relacionadas à vontade de morrer. Durante a avaliação, refere tristeza intensa, desesperança e afirma possuir 'um plano para acabar com tudo' ainda naquela noite. Solicita ao médico que nenhuma informação seja compartilhada com seus familiares, pois 'não quer preocupar ninguém'. Qual é a conduta mais adequada?

  1. Registrar a ideiaçāo suicida em prontuário e aguardar autorização formal do paciente antes de qualquer comunicação com familiares ou equipe multiprofissional.
  2. Respeitar integralmente o pedido de confidencialidade do paciente, mantendo sigilo absoluto sobre o risco de suicídio relatado durante a consulta.
  3. Orientar acompanhamento ambulatorial em saúde mental e programar reavaliação em curto prazo, mantendo alta após estabilização emocional inicial.
  4. Adotar medidas imediatas de proteção à vida, incluindo acionamento da rede de apoio e encaminhamento para avaliação psiquiátrica urgente, mesmo diante da recusa inicial do paciente.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Introdução

O caso apresenta um paciente com risco iminente de suicídio, caracterizado por ideação, plano específico, intenção e prazo definido (naquela noite). A conduta médica deve priorizar a proteção da vida.

Desenvolvimento

O princípio ético fundamental é a primazia da vida sobre o sigilo profissional. O Código de Ética Médica e as diretrizes clínicas permitem a quebra do sigilo quando há risco grave e iminente para o paciente.

Análise

  • Alternativa A: Incorreta, pois aguardar autorização do paciente pode levar a tragédia.
  • Alternativa B: Incorreta, pois o sigilo absoluto é inaceitável diante de risco de morte.
  • Alternativa C: Incorreta, pois alta hospitalar é contraindicada em caso de risco iminente.
  • Alternativa D: Correta, pois adota medidas imediatas de proteção, incluindo acionamento da rede de apoio e encaminhamento urgente, mesmo contra a vontade do paciente.

Conclusão

A conduta mais adequada é D, que prioriza a vida do paciente sobre o sigilo, seguindo as normas éticas e clínicas para casos de risco suicida iminente.

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