Direito Administrativo Múltipla Escolha

Durante as ações de fiscalização sanitária, o exercício do poder de polícia é crucial para garantir a proteção da saúde pública, no entanto, o responsável deve respeitar alguns limites para evitar abuso de poder. Neste contexto, quais dos seguintes princípios é fundamental durante as ações de fiscalização sanitária para garantir a legitimidade do exercício do poder de polícia?

Durante as ações de fiscalização sanitária, o exercício do poder de polícia é crucial para garantir a proteção da saúde pública, no entanto, o responsável deve respeitar alguns limites para evitar abuso de poder. Neste contexto, quais dos seguintes princípios é fundamental durante as ações de fiscalização sanitária para garantir a legitimidade do exercício do poder de polícia?

  1. Arbitrariedade: As medidas de polícia administrativa podem ser implementadas de forma arbitrária, desde que visem proteger o interesse público
  2. Proporcionalidade: Os meios utilizados para aplicar o poder de polícia não precisam estar em proporção adequada com os objetivos almejados, desde que haja uma justificativa razoável para sua utilização
  3. Necessidade: As medidas de polícia administrativa devem ser implementadas apenas quando há ameaças reais ou prováveis ao interesse sanitário
  4. Individualidade: Os interesses individuais devem prevalecer sobre o interesse público durante as ações de fiscalização sanitária
  5. Discrição: Durante as ações de fiscalização sanitária, é permitido ao fiscal agir de forma discreta, sem a necessidade de prestar contas sobre as medidas adotadas

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Necessidade: As medidas de polícia administrativa devem ser implementadas apenas quando há ameaças reais ou prováveis ao interesse público, especialmente em situações que envolvem risco sanitário

Introdução

O Poder de Polícia é a faculdade que a Administração Pública possui de limitar ou disciplinar direitos e atividades individuais em benefício do interesse coletivo. No entanto, esse poder não é absoluto; ele deve seguir princípios constitucionais para evitar abusos.

Na fiscalização sanitária, onde a saúde pública está em jogo, a aplicação dessas medidas exige rigorose técnica e jurídica.

Análise dos Princípios Administrativos

Para garantir a legitimidade da ação fiscalizatória, devemos observar os seguintes pontos:

  • Princípio da Necessidade (Subprincípio da Proporcionalidade): Determina que a intervenção estatal só é válida se for indispensável para atingir o objetivo público. Se não houver risco real à saúde, a medida coercitiva carece de fundamento.
  • Vedação à Arbitrariedade: A administração não pode agir por vontade própria ou capricho (Alternativa A incorreta).
  • Proporcionalidade Estrita: Os meios devem ser adequados e proporcionais aos fins. A alternativa B está errada ao afirmar que os meios "não precisam estar em proporção adequada".
  • Primazia do Interesse Público: Em regra, o interesse coletivo prevalece sobre o individual, especialmente em questões de saúde pública (Alternativa D incorreta).
  • Responsabilidade e Prestação de Contas: Nenhum ato administrativo está isento de responsabilização. A discricionariedade não significa ausência de controle (Alternativa E incorreta).

Conclusão

A Alternativa C é a correta porque define corretamente o princípio da necessidade. Ele atua como um freio ao poder estatal, exigindo que a fiscalização ocorra apenas diante de riscos concretos ou prováveis, evitando a perseguição injustificada ou medidas excessivas desnecessárias para a proteção da sociedade.

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