Análise da Questão
Esta imagem apresenta um item de uma prova no formato Certo ou Errado (típico de bancas como Cespe/Cebraspe), identificado pelo rótulo "E." e pelos parênteses ( ) para marcação.
O enunciado afirma: "Quando o policial militar exerce o direito à greve, outros direitos coletivos entram em risco, como por exemplo o direito à vida e a paz social."
Julgamento: Item Errado
Embora a parte final da frase descreva corretamente os riscos sociais envolvidos na atividade grevista (vida e ordem pública), a premissa central é juridicamente incorreta.
Fundamentação Jurídica
A questão trata da proibição constitucional do direito de greve para membros das Forças Armadas e Polícias Militares.
- Base Legal: O Artigo 142, § 3º, inciso II, da Constituição Federal de 1988 estabelece expressamente que aos militares (incluindo PMs) não é garantido o direito de greve.
- Natureza da Proibição: A vedação é absoluta no sentido de que eles não possuem o direito subjetivo de parar o serviço público de forma coletiva para reivindicar melhorias.
- Erro no Enunciado: Ao usar a expressão "exerce o direito à greve", o item pressupõe a existência de um direito que a Constituição nega. Um indivíduo não pode exercer um direito que lhe é vedado por lei suprema.
Raciocínio Didático
Para compreender por que o item está errado, considere a lógica jurídica:
- Premissa Falsa: O texto diz "Quando o policial militar exerce o direito...". Isso valida a existência do direito.
- Realidade Constitucional: O policial militar não tem esse direito. Logo, ele não pode exercê-lo legalmente.
- Justificativa da Vedação: É verdade que o exercício da greve colocaria em risco direitos fundamentais (como a vida), mas isso serve exatamente como o argumento para proibir o direito, e não para confirmar que ele existe.
Resumo: O item está Errado pois sugere indevidamente que os policiais militares possuem o direito de greve, quando a Constituição Federal veda essa prática para preservar a segurança institucional e a ordem pública.