Direito Administrativo Múltipla Escolha

Um juiz solicitou a uma biblioteca jurídica uma resenha sobre o último livro de um eminente jurista. O bibliotecário localizou a resenha e a entregou ao juiz. Mais tarde, o juiz observou que o documento obtido na internet havia sido escrito por um estudante. A informação recuperada:

Um juiz solicitou a uma biblioteca jurídica uma resenha sobre o último livro de um eminente jurista. O bibliotecário localizou a resenha e a entregou ao juiz. Mais tarde, o juiz observou que o documento obtido na internet havia sido escrito por um estudante. A informação recuperada:

  1. não tem consistência, pois a fonte consultada é informal e inadequada.
  2. não tem permanência, pois seu conteúdo pode ser modificado com o tempo.
  3. é inconsistente, uma vez que a probabilidade de o blog mudar de URL é alta.
  4. não é confiável, porque o autor não é reconhecido em sua área de atuação.
  5. é inválida, considerando sua utilidade aos propósitos do usuário.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Análise da Questão

A questão aborda a avaliação de fontes de informação, especificamente no contexto jurídico onde a autoridade e a confiabilidade dos dados são fundamentais.

Alternativa D - não é confiável, porque o autor não é reconhecido em sua área de atuação.

Justificativa Didática

No ambiente de pesquisa, especialmente no Direito, utiliza-se o modelo CRAAP (Currency, Relevance, Authority, Accuracy, Purpose) ou critérios similares para verificar a qualidade de uma fonte. O ponto crítico neste caso é a Autoridade.

  • Autoridade: Refere-se à qualificação do autor. Para um juiz, que precisa fundamentar decisões baseadas em doutrina sólida, é essencial que a fonte seja produzida por especialistas reconhecidos.
  • O Cenário: O bibliotecário encontrou uma resenha em um blog. Blogs são geralmente plataformas abertas onde qualquer pessoa pode publicar.
  • O Problema: O juiz descobriu que o autor era um estudante. Embora estudantes possam ter conhecimento, eles ainda estão em formação e, portanto, não possuem a mesma credibilidade institucional ou reconhecimento de pares que um jurista eminente ou professor universitário teria.

Portanto, a informação falha no critério de confiabilidade baseada na autoridade do autor.

Comparativo das Alternativas

AlternativaCríticaPor que não é a melhor?
AInconsistência / InformalidadeBlogs podem ser informais, mas o erro principal apontado foi a autoria, não apenas o meio.
BPermanênciaRefere-se ao fato de links mudarem ou sumirem, o que não foi o motivo da reprovação pelo juiz.
CConstância / URLSimilar à B, foca na estabilidade do link, não na qualidade do conteúdo/autor.
DConfiabilidade / AutorCorreta. Foca diretamente na falta de reconhecimento do autor ("estudante") frente à necessidade do juiz.
EInválida / UtilidadeMuito genérica. A informação pode ser útil para estudo, mas não para fundamentação judicial séria devido à autoridade.

Conclusão

A alternativa D é a correta porque identifica o fator limitante da fonte naquele contexto específico: a falta de autoridade do autor (um estudante) para atender às exigências de rigor de um profissional jurídico (o juiz).

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