Enfermagem Múltipla Escolha

Lactente do sexo masculino, com 5 meses de idade, é levado ao pronto-socorro pediátrico com febre alta diária (até 39,5 °C) há 6 dias, associada a irritabilidade intensa e recusa alimentar parcial. No tósse, coriza, diarreia ou sinais meníngeos. Ao exame, encontra-se em regular estado geral, hidratado, com hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa e exantema maculopapular difuso no tronco. Há discreta hiperemia em lábios, sem outras alterações de mucosa, e não se palpam adenomegalias cervicais nem se observa edema de extremidades. Os exames mostram hemoglobina 9,6 g/dL, leucócitos 18.500/mm³ com neutrofilia, plaquetas 620.000/mm³, PCR 120 mg/L, VHS 78 mm/h, albumina 2,9 g/dL e EAS com piúria bacteriana. Hemoculturas em andamento. Considerando o quadro, a conduta mais adequada é:

Lactente do sexo masculino, com 5 meses de idade, é levado ao pronto-socorro pediátrico com febre alta diária (até 39,5 °C) há 6 dias, associada a irritabilidade intensa e recusa alimentar parcial. No tósse, coriza, diarreia ou sinais meníngeos. Ao exame, encontra-se em regular estado geral, hidratado, com hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa e exantema maculopapular difuso no tronco. Há discreta hiperemia em lábios, sem outras alterações de mucosa, e não se palpam adenomegalias cervicais nem se observa edema de extremidades. Os exames mostram hemoglobina 9,6 g/dL, leucócitos 18.500/mm³ com neutrofilia, plaquetas 620.000/mm³, PCR 120 mg/L, VHS 78 mm/h, albumina 2,9 g/dL e EAS com piúria bacteriana. Hemoculturas em andamento. Considerando o quadro, a conduta mais adequada é:

  1. iniciar antibioticoterapia venosa empírica e aguardar o resultado das hemoculturas antes de qualquer outra medida.
  2. solicitar sorologias virais e adiar a terapia específica até que a criança preencha pelo menos quatro dos cinco critérios clínicos clássicos.
  3. iniciar pulsoterapia com metilprednisolona venosa como terapia isolada de primeira linha para controle da inflamação.
  4. solicitar ecocardiograma e iniciar imunoglobulina intravenosa associada a ácido acetilsalicílico, por suspeita de doença de Kawasaki incompleta.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D

O quadro clínico apresentado é altamente sugestivo de Doença de Kawasaki, uma vasculite sistêmica que afeta principalmente crianças pequenas. O diagnóstico baseia-se na presença de febre persistente e sinais clínicos característicos, além de dados laboratoriais inflamatórios.

Análise do Caso

A criança apresenta febre há mais de 5 dias (critério obrigatório), associada a alterações mucocutâneas e laboratoriais típicas. A conduta deve priorizar o tratamento precoce para prevenir complicações coronarianas.

  • Critérios Clínicos Presentes:
  • Hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa.
  • Exantema maculopapular difuso no tronco.
  • Alterações nos lábios (hiperemia discreta).
  • Critérios Ausentes:
  • Adenomegalia cervical.
  • Edema ou eritema nas extremidades.

Como a criança possui febre + apenas 3 dos 5 critérios principais, classifica-se como Doença de Kawasaki Incompleta. Os exames laboratoriais corroboram o diagnóstico:

  • Leucocitose com neutrofilia e trombocitose (plaquetas altas são típicas da fase subaguda).
  • VHS e PCR elevados (marcadores inflamatórios agudos).
  • Hipoproteinemia (albumina baixa) e anemia.
  • Piúria asséptica (leucócitos na urina sem bactérias).

Por que esta é a melhor conduta?

O tratamento padrão ouro consiste na administração de Imunoglobulina Intravenosa (IVIG) associada ao Ácido Acetilsalicílico (Aspirina), preferencialmente dentro dos primeiros 10 dias de febre.

  • Ecocardiograma: É essencial para avaliar a presença de aneurismas ou dilatações arteriais coronarianas desde o início.
  • Evitar Antibióticos: Não há evidência de infecção bacteriana primária (hemoculturas negativas ou aguardando, mas quadro sugere etiologia inflamatória/autoimune).
  • Não adiar tratamento: Esperar por critérios completos aumenta o risco de lesão cardíaca permanente.
  • Corticoides isolados: Geralmente contraindicados como monoterapia inicial devido ao maior risco de recidiva e complicações coronárias.

Portanto, a alternativa D está correta ao propor o diagnóstico presuntivo de Kawasaki incompleta e iniciar o protocolo específico de prevenção de sequelas cardiovasculares.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Enfermagem

Ver mais Enfermagem resolvidas

Tem outra questão de Enfermagem?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.