Enfermagem Múltipla Escolha

Priminigesta de 24 anos, gestação a termo, sem comorbidades, está internada em centro obstétrico de maternidade de referência, em trabalho de parto. Às 13h, apresenta dilatação cervical de 6 cm, colo totalmente apagado, apresentação cefálica no plano -1 de De Lee, bolsa íntegra e batimentos cardíacos fetais de 140 bpm. Nos toques sucessivos realizados às 15h e às 17h, mantém dilatação de 6 cm e apresentação no plano -1. A avaliação da dinâmica uterina evidencia 2 contrações em 10 minutos, com duração de 25 segundos cada. O traçado da frequência cardíaca fetal é tranquilizador (categoria I). Diante desse quadro, a conduta inicial mais apropriada é:

Priminigesta de 24 anos, gestação a termo, sem comorbidades, está internada em centro obstétrico de maternidade de referência, em trabalho de parto. Às 13h, apresenta dilatação cervical de 6 cm, colo totalmente apagado, apresentação cefálica no plano -1 de De Lee, bolsa íntegra e batimentos cardíacos fetais de 140 bpm. Nos toques sucessivos realizados às 15h e às 17h, mantém dilatação de 6 cm e apresentação no plano -1. A avaliação da dinâmica uterina evidencia 2 contrações em 10 minutos, com duração de 25 segundos cada. O traçado da frequência cardíaca fetal é tranquilizador (categoria I). Diante desse quadro, a conduta inicial mais apropriada é:

  1. realizar amniotomia e iniciar infusão endovenosa de ocitocina, corrigindo a hipoatividade uterina responsável pela parada da dilatação.
  2. indicar cesariana, pois a parada da dilatação nesse contexto caracteriza desproporção cefalopélvica absoluta.
  3. iniciar tocólise com nifedipino para reorganizar o padrão das contrações uterinas e favorecer a progressão.
  4. aplicar fórcipe de Simpson para abreviar o período e evitar sofrimento fetal decorrente do trabalho de parto prolongado.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - Realizar amniotomia e iniciar infusão endovenosa de ocitocina

O quadro descrito caracteriza uma parada de dilatação na fase ativa do trabalho de parto, causada especificamente por hipoatividade uterina.

Análise do Caso Clínico:

  • Diagnóstico: A paciente atingiu 6 cm de dilatação (início da fase ativa) mas não progrediu por 4 horas (das 13h às 17h).
  • Causa Raiz: A avaliação da dinâmica uterina mostra 2 contrações em 10 minutos com duração de apenas 25 segundos. Para um trabalho de parto eficaz na fase ativa, espera-se pelo menos 3 a 5 contrações em 10 minutos com duração superior a 40 segundos. Portanto, há fraqueza muscular uterina.
  • Estado Fetal: Os batimentos cardíacos são tranquilizadores (Categoria I), o que permite tentar a conclusão do parto via vaginal.

Por que a Alternativa A é correta?

A conduta padrão para paralisia de trabalho de parto devido à falta de força das contrações (hipodinamia) envolve estimular o útero, desde que haja segurança para o feto.

  • Amniotomia: Romper a bolsa (que está íntegra) ajuda a avaliar o líquido amniótico e aumenta a pressão sobre o colo, facilitando a dilatação.
  • Ocitocina: É o medicamento utilizado para aumentar a frequência e intensidade das contrações, corrigindo a hipoatividade identificada.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • Alternativa B (Cesariana): A cesariana não é a primeira escolha para paralisia por hipoatividade. Deve-se tentar corrigir as contrações antes de considerar desproporção cefalopélvica (CPD) definitiva, especialmente com feto saudável.
  • Alternativa C (Tocolítico): Medicamentos como o nifedipino servem para parar as contrações (ex: em trabalho de parto pré-termo). Usá-lo aqui pioraria a situação, já que o problema é justamente a falta de contrações.
  • Alternativa D (Fórcepe): A aplicação de fórcepe requer colo totalmente dilatado (10 cm) e posição adequada do feto. Como a paciente ainda está com 6 cm, é impossível realizar essa manobra.

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