Enfermagem Múltipla Escolha

Mulher de 26 anos, asmática desde a infância, é levada ao pronto-socorro com dispneia intensa iniciada há cerca de 6 horas, precedida por quadro gripal. Refere uso repetido de salbutamol inalatório de resgate em casa, sem alívio. À admissão, está agitada, consegue falar apenas palavras isoladas, mantém-se sentada e inclinada para frente. FR 34 irpm, FC 130 bpm, PA 138 x 86 mmHg e SatO2 88% em ar ambiente. À ausculta, há sibilos difusos. Foram iniciados oxigênio suplementar, nebulização seriada com salbutamol e brometo de ipratrópio e hidrocortisona intravenosa. Após 1 hora de tratamento, a paciente mantém dispneia importante, SatO2 90% sob oxigênio, FR 32 irpm e pico de fluxo expiratório em 35% do previsto, sem rebaixamento do nível de consciência e sem sinais de fadiga muscular iminente. Considerando a gravidade do quadro e a resposta insatisfatória ao tratamento inicial otimizado, qual é a conduta mais apropriada neste momento?

Mulher de 26 anos, asmática desde a infância, é levada ao pronto-socorro com dispneia intensa iniciada há cerca de 6 horas, precedida por quadro gripal. Refere uso repetido de salbutamol inalatório de resgate em casa, sem alívio. À admissão, está agitada, consegue falar apenas palavras isoladas, mantém-se sentada e inclinada para frente. FR 34 irpm, FC 130 bpm, PA 138 x 86 mmHg e SatO2 88% em ar ambiente. À ausculta, há sibilos difusos. Foram iniciados oxigênio suplementar, nebulização seriada com salbutamol e brometo de ipratrópio e hidrocortisona intravenosa. Após 1 hora de tratamento, a paciente mantém dispneia importante, SatO2 90% sob oxigênio, FR 32 irpm e pico de fluxo expiratório em 35% do previsto, sem rebaixamento do nível de consciência e sem sinais de fadiga muscular iminente. Considerando a gravidade do quadro e a resposta insatisfatória ao tratamento inicial otimizado, qual é a conduta mais apropriada neste momento?

  1. Administrar aminofilina intravenosa em dose de ataque seguida de infusão contínua.
  2. Administrar sulfato de magnésio intravenoso em dose única.
  3. Iniciar azitromicina intravenosa, considerando exacerbação de origem infecciosa.
  4. Proceder à intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Administrar sulfato de magnésio intravenoso em dose única

Cenário Clínico
A paciente apresenta um quadro de exacerbação grave da asma. Os critérios que sustentam essa gravidade incluem:

  • Uso de musculatura acessória e postura ortopneica.
  • Dificuldade para falar (apenas palavras isoladas).
  • Frequência respiratória elevada (FR 34 irpm) e taquicardia (FC 130 bpm).
  • Saturação de oxigênio baixa (SatO2 88% em ar ambiente).
  • Pico de fluxo expiratório baixo (35% do previsto).

Análise da Conduta Terapêutica
Segundo as diretrizes atuais (como as da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT e Global Initiative for Asthma - GINA), o manejo de uma exacerbação grave segue uma sequência lógica:

  1. Oxigenioterapia: Para manter SatO2 > 90-92%.
  2. Broncodilatadores: Beta-agonistas de ação rápida (SABA) associados a anticolinérgicos (ipratrópio) por via inalatória.
  3. Corticosteroides sistêmicos: Administração imediata para reduzir inflamação.
  4. Terapia de resgate: Em casos graves que não respondem adequadamente às medidas iniciais, recomenda-se o uso de sulfato de magnésio intravenoso.

Por que esta é a melhor opção?
A paciente recebeu tratamento otimizado inicial (nebulização combinada + esteroides) mas manteve sintomas importantes após 1 hora. O sulfato de magnésio atua como relaxante muscular liso, auxiliando na broncodilatação quando os agonistas beta-adrenérgicos sozinhos são insuficientes.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • Aminofilina (Opção A): Embora seja um broncodilatador, possui índice terapêutico estreito e alto risco de toxicidade (arritmias, convulsões). Não é mais recomendada como primeira linha ou terapia de resgate padrão devido à falta de benefícios claros sobre o magnésio e aos riscos aumentados.
  • Azitromicina (Opção C): Antibióticos só devem ser usados se houver evidência clara de infecção bacteriana secundária (febre alta, escarro purulento, infiltrados radiológicos). Na maioria das exacerbações asmáticas, a causa é viral ou alérgica.
  • Intubação (Opção D): É indicada apenas em caso de parada respiratória iminente, fadiga muscular extrema ou alteração do nível de consciência (coma/sopor). Como a paciente mantém o nível de consciência preservado e sem sinais de fadiga muscular iminente, a intubação prematura aumenta o risco de complicações (como air trapping e pneumotórax) sem necessidade absoluta neste momento.

Conclusão

Diante da persistência dos sintomas graves apesar do tratamento inicial padrão, a adição de sulfato de magnésio intravenoso é a conduta farmacológica recomendada para evitar a progressão para falência respiratória e intubação.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Enfermagem

Ver mais Enfermagem resolvidas

Tem outra questão de Enfermagem?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.