Alternativa B - observação reiterada de regularidades empíricas
Fundamentação Filosófica
A questão aborda o pensamento de David Hume, um dos principais representantes do Empirismo Escocês. O autor questiona a capacidade humana de conhecer a relação de causa e efeito através da razão pura.
Segundo o texto transcrito:
- O poder de um objeto produzir outro não é descoberto pelas ideias (lógica/razão).
- Conhecemos a causalidade apenas pela experiência.
- Não é possível prever efeitos apenas analisando as qualidades visíveis dos objetos.
Análise das Alternativas
Para responder corretamente, devemos entender como Hume define a causalidade:
- Racionalismo vs. Empirismo: Hume rejeita a ideia de que a lógica (raciocínio abstrato) pode provar que A causa B. Portanto, alternativas que falam em dedução lógica (A) ou intuição racional (D) estão incorretas.
- Necessidade Real: Diferente do senso comum, Hume argumenta que não vemos uma "ligação necessária" entre os eventos. Vemos apenas que um evento sucede ao outro repetidamente. Isso torna a alternativa E ("vínculo ontológico fixo") equivocada para a perspectiva dele.
- Hábito e Costume: Como não temos acesso à essência causal, nosso conhecimento depende da memória e experiência. Quando observamos que dois eventos acontecem juntos sempre (A seguido de B), criamos o hábito mental de esperar B quando vemos A.
| Alternativa | Conceito Chave | Status | Motivo |
|---|
| A | Dedução Lógica | ❌ | O texto diz "não por algum raciocínio". |
| B | Observação Reiterada | ✅ | Corresponde à definição de "experiência" e "regularidade". |
| C | Qualidades Imediatas | ❌ | O texto afirma que as qualidades não explicam o fenômeno por si só. |
| D | Essências Racionais | ❌ | Hume nega o acesso às essências metafísicas. |
| E | Vínculo Ontológico | ❌ | Para Hume, não há necessidade real no mundo, apenas na mente. |
Conclusão
A resposta correta é a Alternativa B.
O conhecimento da relação de causa e efeito, segundo Hume, é fruto da associação de ideias gerada pela observação constante de fenômenos. Não há uma conexão necessária intrínseca aos objetos, mas sim uma regularidade empírica que nos leva a esperar certos resultados baseados no passado.