Alternativa C - massa que ela tinha antes do colapso.
Análise da Questão
O destino final de uma estrela é determinado quase exclusivamente pela sua massa. No caso específico de uma supergigante vermelha passando pelo estágio final de sua vida, a massa do núcleo remanescente após a explosão da supernova define se o objeto resultante será compacto demais para escapar do colapso gravitacional.
Evolução Estelar e Destinos Finais
Quando uma estrela massiva (supergigante) esgota seu combustível nuclear, o núcleo sofre um colapso violento. O que resta desse colapso depende da quantidade de matéria gravitacional disponível:
- Anãs Brancas: Resultam de estrelas com massa inicial menor (geralmente até 8 vezes a massa do Sol). O limite máximo de massa para este estado é cerca de $1,4$ massas solares (Limite de Chandrasekhar).
- Estrelas de Nêutrons: Formadas quando a massa do núcleo colapsado está entre $1,4$ e aproximadamente $3$ massas solares. A gravidade é tão forte que comprime prótons e elétrons formando nêutrons.
- Buracos Negros: Ocorrem quando a massa residual é superior a esse limite (aproximadamente $3$ massas solares ou mais). A gravidade é tão intensa que nem mesmo a luz consegue escapar do horizonte de eventos.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
- Material queimado: Embora a composição química influencie processos internos, a capacidade de suportar a própria gravidade depende da quantidade de massa presente, não apenas dos elementos químicos formados.
- Tipo de reação no núcleo: As reações nucleares são o motor da estrela durante sua vida, mas o "peso" (massa) é o fator decisivo para o fim da linha.
- Cor da estrela: A cor indica a temperatura superficial e o estágio evolutivo atual, mas não determina o futuro físico do remanescente após a morte da estrela.
Em resumo, a massa é o fator crítico que define se a força gravitacional será vencida pela pressão de degeneração dos elétrons, dos nêutrons ou se vencerá todas as forças conhecidas, criando um buraco negro.