Física — Termodinâmica Múltipla Escolha

Homem de 28 anos, vítima de agressão por arma branca, é trazido ao serviço de emergência. Na avaliação primária, mantém consciência; pressão arterial 130/80 mmHg; FC 92 bpm; Sat O₂ 96%, em ambiente; FR 18/min. Há um ferimento perfurante, de aproximadamente 2,0 cm, na linha média anterior do pescoço, em nível cervical (aprox. região supraesternal, correspondente à zona II), com escape contínuo de ar visível durante a respiração e início de hematoma expansivo. Colar cervical colocado; não há sinais claros de instabilidade hemodinâmica no momento. Qual é a melhor conduta imediata a ser adotada nesse caso?

Homem de 28 anos, vítima de agressão por arma branca, é trazido ao serviço de emergência. Na avaliação primária, mantém consciência; pressão arterial 130/80 mmHg; FC 92 bpm; Sat O₂ 96%, em ambiente; FR 18/min. Há um ferimento perfurante, de aproximadamente 2,0 cm, na linha média anterior do pescoço, em nível cervical (aprox. região supraesternal, correspondente à zona II), com escape contínuo de ar visível durante a respiração e início de hematoma expansivo. Colar cervical colocado; não há sinais claros de instabilidade hemodinâmica no momento. Qual é a melhor conduta imediata a ser adotada nesse caso?

  1. Aplicar curativo oclusivo (vedante) sobre o ferimento do pescoço e observar na sala de emergência, solicitando TC de pescoço e tórax antes de qualquer tentativa de via aérea.
  2. Realizar intubação orotraqueal por via direta, com SRI (sequência rápida de intubação), na sala de emergência, sem intubação guiada por fibra/broncoscopia.
  3. Encaminhar diretamente para cricotireoidostomia cirúrgica de emergência, como primeira escolha de via aérea.
  4. Deixar colar cervical, monitorizar e iniciar antibioticoprofilaxia; aguardar evolução clínica por 1-2 horas antes de decisões sobre via aérea ou realização de exames de imagem.
  5. Garantir via aérea de forma controlada, em ambiente com equipe cirúrgica presente (preferencialmente intubação endotraqueal guiada por fibrobroncoscópica ou videolaringoscópio), com disponibilidade imediata para cricotireoidostomia/traqueostomia, se não for possível a intubação.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E - Garantir via aérea de forma controlada, em ambiente com equipe cirúrgica presente (preferencialmente intubação endotraqueal guiada por fibrobroncoscópica ou videolaringoscópio), com disponibilidade imediata para cricotireoidostomia/tráqueostomia, se não for possível a intubação.

Introdução ao Caso Clínico

O paciente apresenta um trauma penetrante no pescoço (ferimento perfurante na zona II) com sinais sugestivos de lesão traqueobrônquica ou laríngea. Os dados clínicos indicam que ele está hemodinamicamente estável (PA\ 130/80\ mmHg, FC\ 92\ bpm) e consciente (GCS = 15), mas possui sinais de alerta ("soft signs") que podem evoluir rapidamente para comprometimento da via aérea.

Os principais fatores de risco identificados são:

  • Fuga contínua de ar visível durante a respiração.
  • Enfisema subcutâneo cervical palpável.
  • Rouquidão leve (sugere envolvimento laríngeo ou traqueal).

Desenvolvimento da Conduta

Em situações de trauma penetrante no pescoço com sinais de lesão da via aérea, a prioridade absoluta é garantir a segurança das vias aéreas antes que ocorra obstrução completa ou edema explosivo.

A conduta ideal envolve:

  1. Controle preventivo da via aérea: Não deve ser deixada para quando o paciente estiver descompensado.
  2. Técnica segura: A intubação direta ("cega") pode piorar a lesão ou falhar devido à distorção anatômica. O uso de fibroscopia ou videolaringoscopia permite visualizar a via aérea e contornar a lesão com segurança.
  3. Preparo para cirurgia: Deve-se ter a equipe cirúrgica pronta para realizar uma cricotireoidostomia ou traqueostomia imediatamente caso a intubação seja impossível ("cannot intubate, cannot ventilate").

Análise das Alternativas

  • Aplicar curativo oclusivo e observar: Embora observação seja válida para alguns casos sem sinais de lesão, os sinais de fuga de ar e rouquidão exigem controle da via aérea proativo, não apenas espera.
  • Realizar intubação orotraqueal por via direta (sem guia): É arriscada em ferimentos penetrantes pois pode deslocar tecidos lesionados ou causar sangramento, dificultando futuras tentativas.
  • Encaminhar diretamente para cricotireoidostomia: Este procedimento é geralmente reservado para emergências onde a intubação falhou ou é inviável. Tentar primeiro uma intubação controlada é menos invasivo e mais seguro se o paciente ainda respira bem.
  • Deixar colar cervical e aguardar evolução: Aguardar 1-2 horas com sinais de lesão traqueal é perigoso, pois o quadro pode deteriorar-se rapidamente para obstrução total.
  • Garantir via aérea controlada (Correta): Esta opção equilibra a necessidade de segurança (intubação guiada) com o preparo para emergência (equipe cirúrgica disponível), seguindo as diretrizes de ATLS para trauma complexo.

Conclusão

A alternativa E representa a abordagem mais segura e técnica, priorizando o controle da via aérea com métodos avançados que minimizam riscos e garantem suporte cirúrgico imediato caso necessário.

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