Física — Termodinâmica Múltipla Escolha

Homem de 66 anos, em internação hospitalar por celulite de perna esquerda, encontrado arresponsivo no leito. Convocado Time de Resposta Rápida, que diagnosticou parada cardiorrespiratória e iniciou manobras de RCP. O próximo passo a ser realizado é:

Homem de 66 anos, em internação hospitalar por celulite de perna esquerda, encontrado arresponsivo no leito. Convocado Time de Resposta Rápida, que diagnosticou parada cardiorrespiratória e iniciou manobras de RCP. O próximo passo a ser realizado é:

  1. garantir a via aérea avançada.
  2. avaliar se há ritmo com indicação de desfibrilação.
  3. iniciar epinefrina 1mg IV em bolus.
  4. avaliar a última gasometria arterial para determinar a causa da parada cardiorrespiratória.
  5. iniciar compressões torácicas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Avaliar se há ritmo com indicação de desfibrilação.

Este caso descreve um cenário de Parada Cardiorrespiratória (PCR) hospitalar seguindo o protocolo de Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (ACLS).

Após o diagnóstico inicial e o início imediato das compressões torácicas (RCP), a prioridade absoluta é identificar o ritmo cardíaco para guiar a terapia correta.

O algoritmo do ACLS estabelece uma sequência lógica onde a análise do ritmo precede a administração de medicamentos ou manobras definitivas de via aérea, exceto em casos muito específicos de intubação difícil que não atrasam a ressuscitação.

Análise

A seguir, detalhamos a lógica clínica para cada alternativa apresentada:

  • Alternativa B (Correta):
  • Fundamento: O algoritmo de PCR exige que, assim que possível após iniciar as compressões, seja conectado um monitor/defribilador.
  • Importância: Identificar se o ritmo é Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP) é crítico, pois nestes casos a única intervenção eficaz imediata é a desfibrilação.
  • Sequência: RCP \rightarrow Monitorização \rightarrow Análise de Ritmo \rightarrow Choque (se FV/TVSP) ou Medicamentos (se Asistolia/PEA).
  • Alternativa A (Incorreta):
  • Embora a garantia da via aérea seja essencial no suporte avançado, ela geralmente ocorre logo após a confirmação do ritmo e a decisão sobre a desfibrilação.
  • Adiar a verificação do ritmo para intubar pode reduzir as chances de sobrevivência se houver um ritmo chocável presente.
  • Alternativa C (Incorreta):
  • A Epinefrina é administrada apenas na presença de ritmos não chocáveis (Asistolia ou PEA), geralmente a cada 3-5 minutos.
  • Administrá-la antes de analisar o ritmo é um erro grave, pois se o paciente estiver em FV/TVSP, o choque elétrico deve vir primeiro.
  • Alternativa D (Incorreta):
  • Testes laboratoriais como gasometria arterial são secundários durante a fase ativa da reanimação.
  • Parar para buscar esses dados desvia a equipe da prioridade máxima: manter perfusão cerebral e miocárdica até estabilizar o ritmo.
PrioridadeAçãoMotivo
Iniciar RCPManter fluxo sanguíneo
Analisar RitmoDefinir tratamento (Choque vs. Medicação)
Via Aérea / MedicamentosSeguindo o algoritmo definido pelo ritmo

Conclusão

Em situações de parada cardiorrespiratória, o tempo é músculo cerebral. A conduta padrão internacional determina que, após o início da RCP, a equipe deve imediatamente conectar o monitor para verificar o ritmo cardíaco. Isso permitirá decidir entre aplicar um choque elétrico (desfibrilação) ou administrar fármacos vasoativos, sendo esta a etapa mais decisiva para o sucesso da reanimação neste momento.

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