Matemática — Estatística Múltipla Escolha

A teoria dos jogos representa uma forma de modelar problemas que envolvem dois ou mais 'tomadores de decisão'. Não se trata, portanto, de prescrições de como jogar um jogo ou de mecanismos de análise de conflitos de interesse. Considerando o trecho acima pode-se entender que a teoria dos jogos pode ser útil para analisar o processo decisório nas empresas, é correto afirmar que, no modelo do dilema dos prisioneiros

A teoria dos jogos representa uma forma de modelar problemas que envolvem dois ou mais 'tomadores de decisão'. Não se trata, portanto, de prescrições de como jogar um jogo ou de mecanismos de análise de conflitos de interesse. Considerando o trecho acima pode-se entender que a teoria dos jogos pode ser útil para analisar o processo decisório nas empresas, é correto afirmar que, no modelo do dilema dos prisioneiros

  1. não existem estratégias dominantes.
  2. a informação é perfeita.
  3. o resultado de uma decisão depende também da decisão dos demais participantes.
  4. os jogadores tomam sua decisão em um ambiente de cooperação.
  5. temos um jogo de soma constante.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C

O modelo do Dilema do Prisioneiro é um dos exemplos mais clássicos da Teoria dos Jogos, utilizada para estudar situações onde o resultado de uma decisão depende das escolhas de outros agentes.

Análise Detalhada

Para compreender por que a Alternativa C é a correta, precisamos revisar os fundamentos desse modelo:

1. Interdependência Estratégica (Alternativa C)

A essência da Teoria dos Jogos é a interdependência. Diferente da microeconomia tradicional (onde preços são dados), aqui o "payoff" (retorno) de cada jogador é diretamente influenciado pela ação do outro.

  • Se você escolher colaborar, seu resultado depende se o outro colabora ou trai.
  • Se você escolher trair, seu resultado também depende da escolha do parceiro.
    Portanto, o resultado de uma decisão depende também da decisão dos demais participantes.

2. Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • A) não existem estratégias dominantes.
    Incorreto. No Dilema do Prisioneiro padrão, existe sim uma estratégia dominante para ambos. Independentemente do que o outro fizer, a estratégia de "confessar" (trair) gera sempre um resultado individual melhor (menos tempo de prisão) do que "calar".
  • B) a informação é perfeita.
    Incorreto/Impreciso. O Dilema do Prisioneiro clássico é geralmente um jogo simultâneo, onde os jogadores decidem sem saber a escolha do outro no momento da decisão. Isso caracteriza, muitas vezes, informação imperfeita sobre a ação imediata do oponente.
  • D) os participantes tomam sua decisão em um ambiente de cooperação.
    Incorreto. O dilema surge justamente porque há um conflito de interesses entre o bem individual e o bem coletivo. Embora a cooperação mútua leve ao melhor resultado global, a racionalidade individual leva à traição. Não é um ambiente estruturado para cooperação automática.
  • E) temos um jogo de soma constante.
    Incorreto. O Dilema do Prisioneiro é um jogo de soma não-zero (ou soma variável). O total de "anos de prisão" ou "utilidade" mudaria dependendo das escolhas combinadas (ex: ambos calados = pena baixa total; ambos confiam = pena alta total). Em jogos de soma constante (como o pôquer), o ganho de um é exatamente a perda do outro.

Conclusão

A característica central que define a aplicação da Teoria dos Jogos em processos decisórios empresariais (como duopólios, leilões, negociações) é que o sucesso de uma empresa depende das reações de seus concorrentes. Assim, a afirmação correta é que o resultado de uma decisão depende também da decisão dos demais participantes.

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