APRESENTE CASOS CLÍNICOS SOBRE AS FUNCÕES DO CEREBELO. SOBRE DOENÇAS NEUROLOGICAS
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Resolução completa
História: Um paciente de 65 anos, com hipertensão arterial controlada, foi internado após cair de sua cama, relatar dor na região da nuca e fraqueza no braço esquerdo.
Exame físico: Apresentou ataxia hipermetrópica (inabilidade de controlar a distância dos movimentos: ao tentar tocar o nariz, o dedo desvia para fora e acerta com força excessiva) no braço esquerdo, dysdiadoquinesia (incoerência na realização de movimentos rapidos alternados, como "clicar com a mão e tocar o punho repetidamente") e dedo-dedo tremor (tremor intencional, piorando ao se aproximar de um alvo). Não havia alterações de senso ou força muscular, mas a postura de pé foi instável (tendendo para a direita).
Imagem: Tomografia computadorizada (TC) do crânio mostrou infarto no hemisfério cerebelar direito.
Diagnóstico: Infarto cerebelar agudo, causando lesão no hemisfério lateral, responsável por controlar a coordenação dos movimentos contralaterais.
História: Uma mulher de 45 anos começou a notar inquietação ao caminhar (não conseguia "sentir" os pés no chão) e falhas de fala (fala "slurred", com perda de ritmo). Os sintomas evoluíram aos 35 anos, e hoje ela não consegue usar garrafas sem ajuda. Sua avó e avô tinham sintomas similares.
Exame físico: Ataxia de marcha (passos largos, base ampla, "andando em barco"), dysarthria (fala rítmica, com alterações na tonos e intensidade), nistagmus vertical (movimento oscilatório dos olhos para cima/baixo) e areflexia (perda de reflexos tendinosos). A força muscular e o senso eram normais.
Exame laboratorial: Sequenciamento genético identificou mutação no gene ATXN3, característico da SCA3.
Diagnóstico: Doença de Spinocerebellar Tipo 3, causada por degeneração seletiva de células de Purkinje no cerebelo (área responsável por integrar sinais sensoriais e motorianos para coordenação).
História: Um homem de 32 anos, com antecedentes de EM diagnosticada a 10 anos, começou a apresentar incoordenação nos movimentos finos (como botar roupas) e cansaço rápido ao caminhar.
Exame físico: Disteria (incoerência na força e timing dos movimentos: ao fechar as mãos, ela abre e fecha sem controlar a força), tremor intencional (tremor que piora ao almejar um objeto) e dificuldade em olhar fixamente (nystagmus horizontal). Não havia alterações de força ou senso.
Imagem: Ressonância magnética (RM) do crânio mostrou placas demielinizantes no lobulo anterior e hemisférios cerebelosos.
Diagnóstico: EM com lesão no cerebelo, responsável por integrar informações de equilíbrio (vestíbulo) e movimento (músculos) para manter a coordenação.
Conclusão: O cerebelo é crucial para a coordenação motora e equilíbrio; lesões ou doenças nerológicas nessa região resultam em ataxia e alterações no movimento.
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