Alternativa A
A questão aborda a etiologia e apresentação clínica da Isquemia Mesentérica Aguda (IMA), especificamente quando causada por êmbolos de origem cardíaca.
A alternativa correta afirma que a fibrilação atrial é a condição cardíaca mais comum associada a esse tipo de embolia. Isso se deve ao fato de que a estase sanguínea no átrio esquerdo durante a fibrilação favorece a formação de trombos, que podem se desprender e viajar pela corrente sanguínea até obstruir a artéria mesentérica.
Análise das Alternativas
Para entender por que a letra A é a correta e as demais estão incorretas, vamos detalhar cada ponto:
- Alternativa A (Correta): Cerca de 50% dos casos de IMA são de origem embólica. Desses, aproximadamente 80-90% têm origem cardíaca. Dentro das causas cardíacas, a fibrilação atrial é responsável pela grande maioria dos casos (estimados entre 50% a 80% das embolias arteriais sistêmicas).
- Alternativa B (Incorreta): Os êmbolos tendem a ocluir a artéria mesentérica superior (AMS) logo após sua origem ou em seus ramos principais, não necessariamente nos "primeiros ramos jejunais". O local exato depende do calibre do vaso, mas a obstrução costuma ser proximal na AMS antes de atingir as ramificações específicas do intestino delgado.
- Alternativa C (Incorreta): O quadro clínico da IMA é agudo e grave, não insidioso. Embora existam circulações colaterais (como a artéria marginais de Drummond), elas geralmente não são suficientes para evitar a isquemia rápida quando a artéria principal é bloqueada abruptamente. A dor é intensa e desproporcional ao exame físico inicial.
- Alternativa D (Incorreta): A tríade clássica (dor, sangue nas fezes e choque/hipotensão) é rara nas fases iniciais. A evacuação sanguinolenta ocorre em apenas cerca de 25% dos pacientes inicialmente, sendo um sinal tardio de necrose intestinal. A presença simultânea desses três sinais em mais de 2/3 dos casos não condiz com a realidade epidemiológica.
Resumo
O diagnóstico precoce da isquemia mesentérica aguda é crucial. A fibrilação atrial é o fator de risco cardiológico predominante para embolização, tornando a alternativa A a assertiva correta.