Medicina Múltipla Escolha

Criança do sexo masculino, 2 anos de idade, é trazida às pressas pela mãe a uma UBS. A criança chega consciente, porém acordada, à avaliação médica. A mãe relata que o menino está gripado há um dia, com febre desde ontem, e que houve um desmaio, apresentando enrijecimento do corpo, com braços e pernas contraídos, por cerca de um minuto. Está fazendo uso de paracetamol a cada seis horas. Isso nunca havia acontecido antes, e a mãe está muito preocupada. Na avaliação apresenta FR= 30 rpm, R= 140 bpm, temperatura = 38.8°C. Exames físico cardiovascular, neurológico e musculoesquelético sem alterações. Sobre o quadro clínico dessa criança, assinale a alternativa que melhor corresponde ao diagnóstico e à conduta esperada do médico.

Criança do sexo masculino, 2 anos de idade, é trazida às pressas pela mãe a uma UBS. A criança chega consciente, porém acordada, à avaliação médica. A mãe relata que o menino está gripado há um dia, com febre desde ontem, e que houve um desmaio, apresentando enrijecimento do corpo, com braços e pernas contraídos, por cerca de um minuto. Está fazendo uso de paracetamol a cada seis horas. Isso nunca havia acontecido antes, e a mãe está muito preocupada. Na avaliação apresenta FR= 30 rpm, R= 140 bpm, temperatura = 38.8°C. Exames físico cardiovascular, neurológico e musculoesquelético sem alterações.

Sobre o quadro clínico dessa criança, assinale a alternativa que melhor corresponde ao diagnóstico e à conduta esperada do médico.

  1. prevavelmente se trata de uma situação isolada, com recuperação espontânea, orientando a entar o uso de paracetamol pas esse antérmico pode estar associado ao desencadeamento da crise. Caso a crise da criança tvesse duração superior a cinco minutos, o MEC deveria realizar acesso enoso e acanar o seniço de urgênos e
  2. emergência para acompanhamento do quadro. O ME dese tranquilizar a mãe pais a primeira ense de epilepsia tende a durar mas tempo, com pouco risco de sequelas. O MFC deve acolher e tranqulizar a mãe, idenoficando seus sentimentos ideias e expectavas em relação a situação e arentar que
  3. provavelmente se trata de um quadro trans com resolução espontânea, não havendo indicação de exames de umagem resce primeiro momento, mas mantendo acompanhar clinice

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Análise do Caso Clínico

Resumo da Situação

Trata-se de uma criança de 2 anos com crise convulsiva associada à febre, caracterizada por enrijecimento corporal e contração dos membros por cerca de 1 minuto, em contexto de quadro gripal com febre de 38,8°C. O exame neurológico está normal e não há alterações cardiovasculares ou musculoesqueléticas.

Diagnóstico Principal

O quadro clínico descrito é típico de Convulsão Febril Simples, que apresenta as seguintes características:

CaracterísticaValor neste caso
Idade2 anos (faixa típica: 6 meses a 5 anos)
Duração da crise~1 minuto (< 15 minutos)
Tipo de criseGeneralizada (corpo todo)
Febre presenteSim (38,8°C)
Repetição nas primeiras 24hNão relatado
Exame neurológicoNormal

## Analise das Alternativas

  • Alternativa A: Incorreta. Convulsões febris simples NÃO indicam comprometimento cerebral grave. Encaminhamento para neurologista especializado, EEG e imagem são reservados para casos complexos (crises prolongadas, focais, recorrentes).
  • Alternativa B: Incorreta. Embora o acolhimento seja adequado, antitérmicos NÃO previnem crises febris. A associação entre paracetamol e desencadeamento da crise não tem comprovação científica.
  • Alternativa C: Incorreta. Descreve conduta para crise prolongada (>5 min), mas afirma erroneamente que "primeira crise de epilepsia tende a durar mais tempo". Este caso trata de convulsão febril, não epilepsia.
  • Alternativa D: Correta. Segue as diretrizes do Ministério da Saúde:
  • Acolher e tranquilizar a mãe (ansiedade materna é comum)
  • Explicar que é quadro transitório com resolução espontânea
  • Não indicar exames de imagem na primeira apresentação de convulsão febril simples
  • Manter acompanhamento clínico para monitorização

Conclusão

Alternativa D - O médico deve acolher e tranquilizar a mãe, identificando seus sentimentos, ideias e expectativas em relação à situação e afirmar que provavelmente se trata de um quadro transitório com resolução espontânea, não havendo indicação de exames de imagem no primeiro momento, mas mantendo acompanhamento clínico.

Esta abordagem está alinhada com as Diretrizes Brasileiras de Convulsão Febril, que recomendam:

  1. Reafirmação diagnóstica ao cuidador sobre natureza benigna da condição
  2. Orientação sobre manejo da febre (antitérmicos para conforto, não prevenção)
  3. Instruções de quando retornar (nova crise, alteração do estado geral)
  4. Evitar exames complementares desnecessários em casos típicos

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