Medicina Múltipla Escolha

Criança do sexo masculino de 10 anos de idade apresenta ganho ponderal acentuado desde os 8 anos. Gosta de jogar futebol com os amigos, mas restringe-se à posição de goleiro por limitações físicas ao correr; em casa, o lazer é predominantemente sedentário (videogames). A mãe relata que o filho possui apetite aumentado, sem seletividade, consumindo grandes quantidades de alimentos, incluindo produtos ultraprocessados. O IMC dele é 23,3 kg/m², e o histórico familiar inclui pai com IMC 40 kg/m², mãe com IMC 28 kg/m² e irmã de 15 anos de idade com IMC 25 kg/m². No atendimento a uma criança com excesso de peso, a comunicação entre o médico, a criança e seus cuidadores é determinante para a adesão terapêutica. Qual a melhor abordagem para o manejo desse caso?

Criança do sexo masculino de 10 anos de idade apresenta ganho ponderal acentuado desde os 8 anos. Gosta de jogar futebol com os amigos, mas restringe-se à posição de goleiro por limitações físicas ao correr; em casa, o lazer é predominantemente sedentário (videogames). A mãe relata que o filho possui apetite aumentado, sem seletividade, consumindo grandes quantidades de alimentos, incluindo produtos ultraprocessados. O IMC dele é 23,3 kg/m², e o histórico familiar inclui pai com IMC 40 kg/m², mãe com IMC 28 kg/m² e irmã de 15 anos de idade com IMC 25 kg/m². No atendimento a uma criança com excesso de peso, a comunicação entre o médico, a criança e seus cuidadores é determinante para a adesão terapêutica. Qual a melhor abordagem para o manejo desse caso?

  1. Utilizar a técnica de entrevista motivacional para estabelecer metas rígidas e padronizadas, lideradas pelo médico, focando a comunicação na criança e reforçando a necessidade clínica de perda ponderal rápida.
  2. Adotar uma linguagem que priorize a obesidade e focar o manejo comportamental em dietas restritivas individuais, orientando os familiares com peso normal a participarem das mudanças alimentares para evitar o desenvolvimento de transtornos por compulsão na criança.
  3. Aplicar a entrevista motivacional fundamentada na tomada de decisão compartilhada e nas motivações da própria familla, utilizando linguagem que evite estigmas e envolvendo o núcleo familiar como modelo para identificar gatilhos (como tédio e stresse) e consolidar novos hábitos de vida.
  4. Estabelecer um plano de automonitoramento com foco em recompensas por metas de peso atingidas, tratando a criança de forma isolada por meio de uma abordagem diretiva da equipe multiprofissional, visando mitigar os impactos psicossocials do bullying.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Aplicar a entrevista motivacional fundamentada na tomada de decisão compartilhada e nas motivações da própria família, utilizando linguagem que evite estigmas e envolvendo o núcleo familiar como modelo para identificar gatilhos (como tédio e estresse) e consolidar novos hábitos de vida.

Análise do Caso Clínico

O paciente apresenta sobrepeso/obesidade infantil com fatores de risco importantes:

Fator de RiscoInformação
Histórico familiarPai IMC 40 (obesidade grau III), Mãe IMC 28 (sobrepeso), Irmã IMC 25 (limite sobrepeso)
Estilo de vidaSedentarismo (videogames), limitações físicas para corrida
AlimentaçãoApetite aumentado, alto consumo de ultraprocessados
Idade10 anos (período crítico de desenvolvimento)

Fundamentação Teórica

Por que a Alternativa C está correta?

  1. Entrevista motivacional: Técnica baseada em evidências que favorece mudança comportamental sustentável através da colaboração entre profissional e paciente/família
  2. Tomada de decisão compartilhada: A criança deve ser envolvida no processo conforme sua capacidade cognitiva e emocional
  3. Linguagem não estigmatizante: Evitar termos como "obesidade" ou "gordura" que podem causar danos psicológicos
  4. Envolvimento familiar: O ambiente doméstico é determinante para adesão terapêutica em pediatria

Por que as outras alternativas estão incorretas?

AlternativaErro Principal
AMetas rígidas lideradas pelo médico contradizem princípios da entrevista motivacional; perda ponderal rápida não é objetivo primário em crianças
BDietas restritivas individuais são contraindicadas em pediatria; linguagem focada em obesidade pode gerar estigma e transtornos alimentares
DTratamento isolado da criança ignora influência familiar; abordagem diretiva reduz adesão; recompensas por peso podem ser prejudiciais

Considerações Importantes

Diretrizes brasileiras recomendam:

  • Envolvimento de todos os membros da família nas mudanças de estilo de vida
  • Foco em hábitos saudáveis ao invés de perda de peso específica
  • Identificação de gatilhos emocionais (tédio, estresse) que levam à alimentação inadequada
  • Abordagem multiprofissional integrada (médico, nutricionista, psicólogo, educador físico)

Nota: Este conteúdo requer verificação oficial junto às diretrizes do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria antes de aplicação prática.

Alternativa C.

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