Alternativa D - Os dados do Brasil mostram que 0,8% da população apresenta algum grau de deficiência intelectual.
Introdução
Esta questão exige conhecimento sobre a epidemiologia da deficiência intelectual, especificamente os dados estatísticos oficiais do Brasil e as características clínicas e sociais associadas à condição. Para acertar, é necessário compreender a distribuição por gênero, nível econômico dos países e as causas etiológicas predominantes.
Análise Detalhada
- Opção 1 (Incorreta): Transtornos do neurodesenvolvimento (como TDAH, Autismo e Dislexia) apresentam uma prevalência significativamente maior no sexo masculino. A literatura médica confirma que meninos são diagnosticados com mais frequência do que meninas nessas condições.
- Opção 2 (Incorreta): A deficiência intelectual é mais prevalente em países de baixa e média renda. Isso ocorre devido a fatores socioeconômicos que impactam a saúde, como desnutrição materna, falta de saneamento básico e menor acesso a cuidados pré-natais.
- Opção 3 (Incorreta): A grande maioria dos casos tem origem congênita ou genética (durante a gestação ou parto). Embora lesões cerebrais adquiridas possam causar prejuízo cognitivo, a classificação de deficiência intelectual está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento inicial do cérebro, e não a doenças adquiridas na vida adulta.
- Opção 4 (Correta): Segundo o Censo Demográfico do IBGE de 2010, aproximadamente 0,76% da população brasileira relatou ter deficiência intelectual. Em materiais didáticos e estudos de saúde pública, esse número é frequentemente arredondado para 0,8%, servindo como referência oficial.
Conclusão
A alternativa correta é a última, pois reflete fielmente os dados censitários utilizados pelo governo brasileiro para planejamento de políticas públicas de saúde e inclusão. As demais opções contradizem evidências científicas consolidadas sobre gênero, determinantes sociais da saúde e etiologia da doença.