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Homem cis, 24 anos, branco, iniciou há cinco dias com quadro de febre, artralgia e mialgia. Relata dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e letargia. Ao exame físico, apresenta hipotensão arterial e taquicardia. Qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

Homem cis, 24 anos, branco, iniciou há cinco dias com quadro de febre, artralgia e mialgia. Relata dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e letargia. Ao exame físico, apresenta hipotensão arterial e taquicardia.
Qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

  1. Prescrever hidratação oral vigorosa, com 60 ml/kg/dia de líquidos, sendo um terço com sais de reidratação oral, dois terços com outros líquidos e manter em leito de observação sem exames.
  2. Iniciar hidratação oral vigorosa, com 60 ml/kg/dia de líquidos, sendo um terço com sais de reidratação oral, dois terços com outros líquidos, prescrever sintomáticos para casa e orientar retorno em caso de sinais de alarme. Resposta correta
  3. Realizar reposição volêmica com SF 0,9%, 10 ml/kg/hora na primeira hora, mantendo o paciente internado por pelo menos 48 horas, reavaliando clinicamente após primeira hora e laboratorialmente após segunda hora.
  4. Realizar reposição volêmica com SF 0,9%, 20 ml/kg em 20 minutos, reavaliar a cada 15 a 30 minutos, colher hematócrito a cada duas horas e repetir protocolo de expansão até três vezes se necessário.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C

Diagnóstico Clínico

O quadro descrito é característico de Dengue com evolução para Síndrome do Choque por Dengue (SCD). O paciente apresenta febre, artralgia e mialgia (fase aguda), seguidos de sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e letargia.

Os sinais vitais de hipotensão arterial e taquicardia indicam instabilidade hemodinâmica, configurando um estado de choque que exige intervenção imediata e internação hospitalar.

Justificativa Didática

A conduta deve seguir rigorosamente o Manual de Condutas do Ministério da Saúde para Dengue, focado na prevenção de sobrecarga hídrica devido ao aumento da permeabilidade vascular.

Por que a Alternativa C está correta?

  • Reposição Volêmica Controlada: O protocolo padrão para choque por dengue inicia com 10 mL/kg de soro fisiológico 0,9% em 1 hora, não em bolus rápido.
  • Monitorização: É essencial reavaliar clinicamente após a primeira hora e controlar o hematócrito a cada duas horas para ajustar a velocidade da infusão.
  • Internação: Pacientes com choque devem permanecer internados por pelo menos 48 horas, período crítico onde ocorre maior risco de extravasamento plasmático.

Por que as outras estão incorretas?

  • Alternativa A e B: Prescrevem hidratação oral e alta domiciliar. Isso é contraindicado pois o paciente está hemodinamicamente instável e necessita de monitoramento intravenoso e laboratorial contínuo.
  • Alternativa D: Sugere bolus de 20 mL/kg em 20 minutos. Embora comum em sepse bacteriana, no Dengue isso pode precipitar edema pulmonar ou derrames, dado o vazamento de plasma característico da doença. O protocolo específico do Ministério da Saúde prioriza a dose de 10 mL/kg/hora inicialmente.

Conclusão

O manejo correto envolve reconhecimento precoce do choque, internação imediata e reposição volêmica cautelosa com cristaloides isotônicos, respeitando o limite de segurança para evitar complicações respiratórias graves.

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