Medicina Múltipla Escolha

Mulher, 20 anos, refere amenorreia há 3 meses e galactorreia bilateral há um mês. Anteriormente, tinha ciclos menstruais regulares (27/27 dias), nega uso de anticoncepcionais. Usa regularmente risperidona (antipsicótico atípico) desde os 16 anos de idade. Traz dosagem de Prolactina recente = 85 ng/mL (Valor de Referência: 5-25). Apresenta pequena secreção esbranquiçada à expressão em ambas as mamas. Sua orientação será:

Mulher, 20 anos, refere amenorreia há 3 meses e galactorreia bilateral há um mês. Anteriormente, tinha ciclos menstruais regulares (27/27 dias), nega uso de anticoncepcionais. Usa regularmente risperidona (antipsicótico atípico) desde os 16 anos de idade. Traz dosagem de Prolactina recente = 85 ng/mL (Valor de Referência: 5-25). Apresenta pequena secreção esbranquiçada à expressão em ambas as mamas. Sua orientação será:

  1. repetir a dosagem de prolactina, LH, FSH, estradiol e progesterona, RMN de crânio;
  2. solicitar β-hCG e repetir dosagem de prolactina, se possível após suspensão da risperidona;
  3. solicitar RMN de hipófise, provável prolactinoma;
  4. repetir a dosagem de prolactina, mais LH, FSH, estradiol e testosterona; RMN de depósito.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Solicitar β-hCG e repetir dosagem de prolactina, se possível após suspensão da risperidona

A paciente apresenta quadro clássico de hiperprolactinemia com amenorreia e galactorreia. O ponto crucial deste caso é o uso crônico de risperidona, um antipsicótico conhecido por elevar os níveis de prolactina.

A abordagem inicial deve priorizar a exclusão de causas fisiológicas e iatrogênicas antes de investigar patologias estruturais como tumores.

Analise das Alternativas

  • Opção B (Correta):
  • Teste de Gravidez (β-hCG): É obrigatório em qualquer mulher em idade fértil com amenorreia para descartar gravidez, que também causa elevação da prolactina.
  • Repetição da Prolactina: Níveis podem flutuar; confirmação é necessária.
  • Suspensão do Fármaco: A risperidona bloqueia receptores de dopamina (que inibem a prolactina). Se a prolactina normalizar após suspender o medicamento, confirma-se etiologia farmacológica, evitando exames invasivos desnecessários.
  • Opção A e D (Incompletas/Agressivas):
  • Solicitam ressonância magnética (RMN) imediatamente sem excluir gravidez ou efeito medicamentoso.
  • Incluem hormonios secundários (LH, FSH) antes da investigação da causa raiz.
  • Não consideram a causa iatrogênica óbvia primeiro.
  • Opção C (Prematura):
  • Assume diagnóstico de prolactinoma sem descarte de causas reversíveis.
  • Níveis de prolactina associados a microadenomas geralmente são menores (< 100 ng/mL), mas a história medicamentosa torna a causa farmacológica muito mais provável inicialmente.

Conclusao

O manejo correto envolve confirmar a ausência de gravidez e tentar estabelecer se a alteração hormonal é devida à medicação. A conduta de solicitar β-hCG e avaliar a prolactina após ajuste medicamentoso é a mais segura e custo-efetiva para este cenário clínico.

Nota: Esta análise tem fins educacionais. Decisões clínicas reais devem ser tomadas por médicos especialistas considerando todo o contexto do paciente.

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