Medicina Múltipla Escolha

Mulher, 25 anos, previamente hígida e sem histórico familiar relevante, apresenta dispneia há 2 horas acompanhada de dor torácica. Nega tosse ou febre. Exame físico: bom estado geral, orientada no tempo e no espaço, corada, afebril, acianótica e anictérica; ausculta respiratória com roncos esparsos, FR = 30 ipm, SpO2 = 92%; ausculta cardíaca com ritmo regular em 2 tempos, sem sopros, FC = 116 bpm, PA = 100/60 mmHg; membros inferiores sem edemas. Com base na probabilidade clínica pré-teste, a investigação diagnóstica mais adequada neste momento é realizada com

Mulher, 25 anos, previamente hígida e sem histórico familiar relevante, apresenta dispneia há 2 horas acompanhada de dor torácica. Nega tosse ou febre. Exame físico: bom estado geral, orientada no tempo e no espaço, corada, afebril, acianótica e anictérica; ausculta respiratória com roncos esparsos, FR = 30 ipm, SpO2 = 92%; ausculta cardíaca com ritmo regular em 2 tempos, sem sopros, FC = 116 bpm, PA = 100/60 mmHg; membros inferiores sem edemas.

Com base na probabilidade clínica pré-teste, a investigação diagnóstica mais adequada neste momento é realizada com

  1. angiotomografia de tórax.
  2. cintilografia pulmonar de ventilação e perfusão.
  3. ecocardiograma transtorácico e dosagem de BNP.
  4. dosagem de D-dímero.
  5. cateterismo cardíaco.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D

Análise do Caso Clínico

A paciente apresenta um quadro clínico altamente sugestivo de Tromboembolismo Pulmonar (TEP). Os principais sinais que sustentam essa hipótese são:

  • Dispneia súbita (início em 2 horas) e dor torácica.
  • Taquicardia (FC = 116 bpm).
  • Hipoxemia (SpO2 = 92%) e cianose.
  • Jovem adulta (fator de risco potencial para uso de anticoncepcionais, embora não mencionado).

Estratégia Diagnóstica Baseada na Probabilidade Pré-Teste

Para investigar o TEP, utiliza-se algoritmos de estratificação de risco, como o Critério de Wells ou o Escore de Genebra. O objetivo é definir se o paciente tem baixa, moderada ou alta probabilidade da doença.

  1. Avaliação Hemodinâmica: A paciente está hemodinamicamente estável (PA = 100/60 mmHg). Não há choque ou hipotensão grave que exigiria decisão imediata por imagem invasiva ou trombólise sem confirmação.
  2. Passo Inicial em Pacientes Estáveis: Em pacientes estáveis, mesmo com suspeita clínica elevada, a diretriz padrão recomenda iniciar com a dosagem de D-dímero.
  • O D-dímero é um produto da degradação da fibrina. É um teste de alta sensibilidade.
  • Um resultado negativo descarta o TEP com grande segurança, evitando a necessidade de exames de imagem complexos (como tomografia) e sua exposição à radiação, especialmente importante em uma paciente jovem (25 anos).
  • Apenas se o D-dímero for positivo (ou a probabilidade for considerada extremamente alta/incompatível com a estabilidade) é que se parte para a Angiotomografia de Tórax (padrão-ouro diagnóstico).

Por que não outras alternativas?

  • A) Angiotomografia: É o exame diagnóstico definitivo, mas geralmente reservado para quando o D-dímero é positivo ou a probabilidade é muito alta (com instabilidade). Usá-lo como primeiro passo expõe a paciente desnecessariamente a radiação e contraste iodado caso o teste seja negativo.
  • B) Cintilografia: Geralmente usada como alternativa quando há contraindicação ao contraste iodado (alergia ou insuficiência renal).
  • C) Ecocardiograma + BNP: Mais indicados para avaliar insuficiência cardíaca aguda ou sobrecarga ventricular direita crônica, não sendo o primeiro passo para diagnóstico de TEP em paciente estável.
  • E) Cateterismo: Procedimento invasivo para coronariopatias ou cardiopatias estruturais graves, não indicado como rotina para TEP.

Conclusão

Considerando a estabilidade hemodinâmica e a necessidade de minimizar riscos em uma paciente jovem, a investigação inicial mais adequada é a triagem com dosagem de D-dímero.

Alternativa D.

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