Mulher cis, heterossexual, branca, 24 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea relatando sangramento vaginal. Ao ser atendida pela Médica de Familia e Comunidade (MEC), refere que o sangramento iniciou há dois dias, após o marido chegar embriagado em casa e forçar relação sexual sem uso de preservativo. Durante a consulta, mostra-se apreensiva e relata que procurou atendimento apenas por estar preocupada com o sangramento. Considerando o contexto, qual das condutas a seguir é a mais adequada a ser adotada pela médica?
Mulher cis, heterossexual, branca, 24 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea relatando sangramento vaginal. Ao ser atendida pela Médica de Familia e Comunidade (MEC), refere que o sangramento iniciou há dois dias, após o marido chegar embriagado em casa e forçar relação sexual sem uso de preservativo. Durante a consulta, mostra-se apreensiva e relata que procurou atendimento apenas por estar preocupada com o sangramento.
Considerando o contexto, qual das condutas a seguir é a mais adequada a ser adotada pela médica?
- Avaliar que a situação apresentada não se configura como violência, por se tratar de relação sexual ocorrida no contexto do matrimônio. Diante disso, a MEC deve realizar acolhimento com garantia de privacidade e sigilo, tratar a lesão física, elaborar plano compartilhado, ofertar testes rápidos e contracepção e orientar seguimento clínico, sem necessidade de notificação, por não se tratar de violência perante a lei.
- Garantir escuta qualificada com privacidade e sigilo, tratar a lesão física e ofertar contracepção de emergência, considerando o uso de levonorgestrel por via oral ou a inserção de Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre até 14 dias após a relação. Fornecer apoio psicossocial, respeitando a decisão da pessoa quanto à necessidade de notificação e denúncia aos órgãos responsáveis.
- Assegurar acolhimento com privacidade e sigilo, respeitar e validar o relato da pessoa, tratar a lesão física, elaborar plano de cuidado compartilhado, oferecer testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e contracepção de emergência, realizar a notificação à vigilância epidemiológica, respeitando a decisão da pessoa quanto à denúncia policial.
- Oferecer escuta qualificada e sigilosa, tratar a lesão física, ofertar testes rápidos para ISTs, articular encaminhamento para serviço especializado em violência sexual com apoio psicossocial e manter acompanhamento pela UBS, ficando a definição sobre profilaxias, contracepção de emergência, denúncias e demais condutas condicionada à avaliação do serviço de referência.