Mulher cis, parda, 25 anos de idade, procura a UBS relatando de dismenorreia há cerca de dois anos, localizada abaixo do umbigo de intensidade variável, que piora durante o período menstrual e nas relações sexuais. Refere episódios atenuados de constipação e diarreia sem queixas urinárias. Relata que sempre apresentou cólicas menstruais intensas e fluxo menstrual aumentado, porém refere estar cansada e desgastada por conviver continuamente com dor, com piora do humor e ansiedade. No exame ginecológico e ultrassonografia transvaginal, ambos sem alterações. Relata que nunca acompanhou corretamente devido à correria do dia a dia. Nega febre, corrimento vaginal ou perda ponderal. Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa mais adequada.
Mulher cis, parda, 25 anos de idade, procura a UBS relatando de dismenorreia há cerca de dois anos, localizada abaixo do umbigo de intensidade variável, que piora durante o período menstrual e nas relações sexuais. Refere episódios atenuados de constipação e diarreia sem queixas urinárias. Relata que sempre apresentou cólicas menstruais intensas e fluxo menstrual aumentado, porém refere estar cansada e desgastada por conviver continuamente com dor, com piora do humor e ansiedade. No exame ginecológico e ultrassonografia transvaginal, ambos sem alterações. Relata que nunca acompanhou corretamente devido à correria do dia a dia. Nega febre, corrimento vaginal ou perda ponderal. Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa mais adequada.
- Embora o quadro clínico seja compatível, a ultrassonografia transvaginal normal descarta a hipótese de endometriose, sendo necessário encaminhar a paciente para o especialista ginecologista para dar continuidade à investigação.
- A dor abdominal associada à constipação confirma o diagnóstico de síndrome do intestino irritável. Nesses casos, o cuidado pode ser mantido na Atenção Primária à Saúde (APS), não sendo necessário encaminhamento para especialista.
- Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, a APS dispõe de alternativas de tratamento. Em casos refratários ou com complicações, a pessoa pode ser encaminhada ao especialista, que poderá indicar laparoscopia, por ser o exame mais eficaz.
- O quadro clínico e a ultrassonografia sem alterações apontam para doença inflamatória pélvica como hipótese mais provável. Nestes casos, o cuidado pode ser mantido na APS, não sendo necessário encaminhamento.