Mulher de 45 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) por zumbido bilateral e dificuldade para compreender conversas em ambientes com ruído há cerca de 10 meses. Familiares notaram que ela tem falado mais alto nos últimos meses. Trabalha há 16 anos em metalúrgica, em setor com ruído intenso. Apesar disso, gosta do emprego. Nunca usou protetor auricular. Nega vertiger, otalgia, otorreia e sintomas gripais recentes. Otoscopia sem alterações. Considerando manutenção da saúde e prevenção de doença no contexto de saúde ocupacional, qual é a melhor conduta inicial na APS?
Mulher de 45 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) por zumbido bilateral e dificuldade para compreender conversas em ambientes com ruído há cerca de 10 meses. Familiares notaram que ela tem falado mais alto nos últimos meses. Trabalha há 16 anos em metalúrgica, em setor com ruído intenso. Apesar disso, gosta do emprego. Nunca usou protetor auricular. Nega vertiger, otalgia, otorreia e sintomas gripais recentes. Otoscopia sem alterações.
Considerando manutenção da saúde e prevenção de doença no contexto de saúde ocupacional, qual é a melhor conduta inicial na APS?
- Solicitar avaliação audiológica, notificação compulsória de agravo relacionado ao trabalho e carta à empresa sobre uso de EPI.
- Orientar afastamento definitivo de exposição ao ruído e abertura de processo de aposentadoria por incapacidade, pois a PAIR é progressiva mesmo após cessar a exposição.
- Notificar agravo relacionado ao trabalho e encaminhar para avaliação no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador para definição de conduta e acompanhamento.
- Solicitar exame de imagem para investigação de causas centrais, devido à presença de zumbido crônico.