Medicina Múltipla Escolha

Mulher de 45 anos de idade procura atendimento com MFC em UBS relatando ter percebido aumento de volume no pescoço após uma colega de trabalho ter sido recentemente diagnosticada com câncer de tireoide. Refere estar ansiosa e preocupada com a possibilidade de apresentar a mesma doença. Ao exame físico, observa-se nódulo palpável de aproximadamente 1 cm de diâmetro, localizado no lobo direito da tireoide, móvel à deglutição, indolor à palpação, sem sinais flogísticos locais. Não há linfonodomegalias cervicais palpaveis. A paciente nega disfagia, dispneia, rouquidão, perda de peso ou história prévia de radiação cervical. Diante do caso apresentado, assinale a alternativa que descreve a avaliação inicial e a conduta mais adequadas na APS.

Mulher de 45 anos de idade procura atendimento com MFC em UBS relatando ter percebido aumento de volume no pescoço após uma colega de trabalho ter sido recentemente diagnosticada com câncer de tireoide. Refere estar ansiosa e preocupada com a possibilidade de apresentar a mesma doença. Ao exame físico, observa-se nódulo palpável de aproximadamente 1 cm de diâmetro, localizado no lobo direito da tireoide, móvel à deglutição, indolor à palpação, sem sinais flogísticos locais. Não há linfonodomegalias cervicais palpaveis. A paciente nega disfagia, dispneia, rouquidão, perda de peso ou história prévia de radiação cervical. Diante do caso apresentado, assinale a alternativa que descreve a avaliação inicial e a conduta mais adequadas na APS.

  1. A identificação de hipertireoidismo no caso citado, baseada em exames laboratoriais, aumentaria a possibilidade de malignidade levando à indicação de biópsia por punção aspirativa por agulha fina.
  2. A aparência hipocogênica do nódulo à ultrassonografia, em comparação com o parênquima da trecide tranqulzal) a profissonal quanto à possibilidade de tratar-se de uma lesão benigna, excluindo a necessidade de investigação adicional.
  3. Por se tratar de mulher na faixa etária entre 40 e 50 anos, haveria aumento da probabilidade de câncer de tireode, o que justificaria a solicitação de investigação diagnóstica mais extensa pela MFC.
  4. A classificação do nódulo como TIRADS 3 na ultrassonografia da tireoide, associada a niveis séricos de TSH e 74 livre dentro da faixa de normalidade na investigação do caso apresentado, indicaria orientação para acompanhamento expectante de lesão benigna.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - A classificação do nódulo como TIRADS 3 na ultrassonografia da tireoide, associada a níveis séricos de TSH e T4 livre dentro da faixa de normalidade na investigação do caso apresentado, indicaria orientação para acompanhamento expectante de lesão benigna.

Análise Clínica do Caso

Este é um caso típico de nódulo tireoidiano que precisa ser avaliado segundo protocolos específicos da atenção primária.

Pontos-chave do caso:

CaracterísticaSituação do Paciente
Idade45 anos (mulher)
Tamanho do nódulo~1 cm
LocalizaçãoLobo direito da tireoide
MobilidadeMóvel à deglutição
DorIndolor
Sinais alarmantesNegados (disfagia, dispneia, rouquidão)
História préviaSem radiação cervical

Análise das Alternativas

Alternativa A - INCORRETA

O hipertireoidismo NÃO aumenta a possibilidade de malignidade. Na verdade:

  • Nódulos hipercaptadores ("quentes") são majoritariamente benignos
  • A maioria (>95%) dos nódulos hiperfuncionantes não tem malignidade
  • Biópsia não é indicada apenas pelo achado de hipertireoidismo

Alternativa B - INCORRETA

A hipocogenicidade ao ultrassom É um sinal de ALERTA, não de segurança:

Característica USSignificado
HipocogênicoMaior suspeita de malignidade
HeterogeneidadeSuspeita moderada
Margens regularesMais benigno
MicrocalcificaçõesAlto risco de malignidade

Hipocogenicidade NÃO exclui necessidade de investigação adicional.

Alternativa C - INCORRETA

A idade de 40-50 anos não é fator de risco isolado para câncer de tireoide:

  • Mulheres têm maior incidência geral, mas isso não justifica investigação extensa sem outros fatores
  • Investigação depende de TSH + características ecográficas, não apenas da idade
  • Risco principal seria história de radiação cervical ou familiaridade forte

Alternativa D - CORRETA

Esta alternativa descreve o manejo adequado conforme diretrizes:

Critérios para conduta:

  1. TSH normal → segue avaliação ultrassonográfica
  2. TIRADS 3 → baixa suspeita (até 5% de malignidade)
  3. Nódulo <1 cm com características benignas → acompanhamento expectante
  4. Sem sinais clínicos alarmantes → não requer investigação invasiva imediata

Recomendação:

  • Repetir ultrassom em 6-12 meses
  • Monitorar crescimento
  • Orientar sobre sinais de alerta

Conclusão

A abordagem correta em APS para nódulo tireoidiano de baixo risco envolve:

  • Avaliação laboratorial inicial (TSH)
  • Ultrassonografia com classificação TIRADS
  • Conduta baseada no risco estimado de malignidade
  • Para TIRADS 3 com TSH normal → acompanhamento clínico

Nota: Esta análise baseia-se em diretrizes gerais. Recomenda-se sempre verificar protocolos oficiais locais.

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