Medicina Múltipla Escolha

Mulher trans de 40 anos de idade procura a UBS logo de manhã porque está com dor no flanco esquerdo, de início súbito, desde a madrugada de hoje. Diz que não há posição de alívio, que está sentindo bastante enjoo e apresentou um episódio de vômito. Fez uso de paracetamol 1 g, teve um alívio momentâneo, mas, quando voltou a sentir muita dor na região pélvica, decidiu vir a UBS. Com relação ao manejo do caso apresentado, considerando se tratar de uma cólica renal por nefrolitiase, assinale a alternativa correta.

Mulher trans de 40 anos de idade procura a UBS logo de manhã porque está com dor no flanco esquerdo, de início súbito, desde a madrugada de hoje. Diz que não há posição de alívio, que está sentindo bastante enjoo e apresentou um episódio de vômito. Fez uso de paracetamol 1 g, teve um alívio momentâneo, mas, quando voltou a sentir muita dor na região pélvica, decidiu vir a UBS. Com relação ao manejo do caso apresentado, considerando se tratar de uma cólica renal por nefrolitiase, assinale a alternativa correta.

  1. Deve-se utilizar um antiespasmódico (como a escopolamina), uma vez que esse fármaco é superior aos AINEs no controle da dor, pois age diretamente na musculatura lisa do ureter, acelerando a expulsão do cálculo. B.Se a paciente apresentar febre ou sinais de sepse, a conduta imediata na UBS deve ser a antibioticoterapia intramuscular e o agendamento de ultrassonografia com urgência.
  2. Como a paciente não apresenta critérios de complicações (como febre ou insuficiência renal), o manejo pode ser realizado na UBS com AINEs e antieméticos.
  3. Nesse caso, é indicado para a paciente o início imediato de bloqueadores alfa-adrenérgicos (como a t ansulosina) para garantir a analgesia e reduzir a necessidade de encaminhamento para o serviço de urgência.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Análise da Questão de Clínica Médica

Introdução

Esta questão aborda o manejo de cólica renal por nefrolitiase na Atenção Primária à Saúde (UBS). É fundamental conhecer os protocolos do SUS para distinguir casos que podem ser manejados na atenção básica daqueles que exigem encaminhamento emergencial.

Desenvolvimento

A paciente apresenta quadro clássico de cólica renal: dor súbita em flanco, náuseas, vômitos e ausência de posição de alívio. O ponto crucial é identificar quais sinais indicam complicação que exige atendimento especializado imediato.

Critérios para Encaminhamento Emergencial

SituaçãoConduta
Sem febre/sinais infecciososManejo na UBS possível
Com febre ou sepseEncaminhamento urgente ao pronto-socorro
Insuficiência renal agudaEncaminhamento urgente
Rim único comprometidoEncaminhamento urgente

## Análise das Alternativas

  • Alternativa A - INCORRETA: Os AINEs são superiores aos antiespasmódicos no controle da dor renal. A escopolamina não tem eficácia comprovada superior e não acelera significativamente a expulsão do cálculo. As diretrizes recomendam AINEs como primeira linha.
  • Alternativa B - INCORRETA: Paciente com febre + obstrução urinária = emergência urológica. Requer desobstrução imediata (cateter duplo J ou nefrostomia) em ambiente hospitalar, não apenas antibiótico IM e ultrassom agendado na UBS.
  • Alternativa C - CORRETA: Conforme protocolos da Portaria SAS/MS nº 587/2021 e diretrizes brasileiras, pacientes sem critérios de complicação podem ter manejo inicial na UBS com:
  • AINEs (cetoprofeno, diclofenaco, metamizol)
  • Antieméticos (metoclopramida)
  • Orientações sobre hidratação
  • Acompanhamento ambulatorial
  • Alternativa D - INCORRETA: Bloqueadores alfa-adrenérgicos (tamsulosina) têm função de terapia expansiva, não analgésica. Eles facilitam a passagem do cálculo em ureter distal <10mm, mas não substituem o tratamento da dor aguda.

Conclusão

Alternativa C - Como a paciente não apresenta critérios de complicações (como febre ou insuficiência renal), o manejo pode ser realizado na UBS com AINEs e antieméticos.

Esta alternativa está correta porque segue as diretrizes oficiais de atenção primária para casos de nefrolitiase não complicada, permitindo manejo seguro na unidade básica de saúde com acompanhamento adequado.

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