Alternativa D - Amenorreia hipotalâmica funcional
Introdução ao Caso Clínico
O caso descreve uma adolescente de 17 anos com amenorreia primária (nunca menstruou), associada a baixo peso corporal (IMC 17 kg/m²), alta prática esportiva e dieta restritiva. Os exames mostram baixos níveis de hormônios gonadotróficos (FSH e LH) e estradiol.
Análise dos Dados Clínicos
Para identificar o diagnóstico correto, precisamos analisar a relação entre o estilo de vida da paciente e o perfil hormonal encontrado:
- Baixa Disponibilidade Energética: A combinação de dieta restritiva e exercício extenuante (corrida de longa distância) cria um déficit energético.
- Resposta Hipotalâmica: O corpo interpreta essa situação como estresse fisiológico e suprime a secreção de GnRH no hipotálamo para conservar energia, interrompendo a função reprodutiva.
- Perfil Hormonal (Hipogonadismo Hipogonadotrófico):
- Pouco GnRH \Rightarrow Pouco FSH e LH (hipófise não estimula os ovários).
- Poucos FSH/LH \Rightarrow Pouco Estradiol (ovários não funcionam plenamente).
Por que as outras alternativas estão incorretas?
| Diagnóstico | Perfil Hormonal Esperado | Por que não se encaixa? |
|---|
| Insuficiência Ovariana Precoce | FSH e LH Altos (Falha do ovário remove o feedback negativo) | A paciente tem FSH e LH reduzidos. |
| Síndrome de Turner | FSH e LH Altos (Disgenesia gonadal) | Geralmente apresenta hiperigonadismo, além de características físicas específicas não citadas. |
| Tumor Hipofisário | Pode reduzir FSH/LH, mas geralmente há outros sinais (cefaleia, alterações visuais, prolactina alterada) | O contexto de atleta e dieta é muito mais sugestivo de causa funcional/metabólica. |
Conclusão
O quadro clínico é clássico de Amenorreia Hipotalâmica Funcional (AHF). A restrição calórica e o gasto energético excessivo levam à supressão do eixo Hipo-Hipófise-Gonadal.
Portanto, a alternativa correta é a D.