Alternativa B
O cenário descrito envolve um paciente em ambiente prisional com queixa de tosse há 2 semanas. Este é um caso clássico de suspeita de Tuberculose, especialmente considerando o alto risco de transmissão em estabelecimentos fechados como penitenciárias.
Análise da Questão
A seguir, detalhamos os pontos fundamentais para a escolha da alternativa correta:
- Critério de Suspeita: De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, todo indivíduo que apresentar tosse por 2 semanas ou mais deve ser investigado para Tuberculose Pulmonar. Não se deve aguardar o prazo superior para iniciar o diagnóstico.
- Grupo de Risco: O sistema prisional é considerado um ambiente de alta vulnerabilidade epidemiológica devido ao aglomeramento de pessoas. A detecção precoce é essencial para romper cadeias de transmissão.
- Conduta do Médico de Família e Comunidade (MFC):
- O médico deve solicitar exames de imagem (radiografia de tórax) e testes microbiológicos (baciloscopia ou testes moleculares como GeneXpert).
- Se confirmado, é obrigatório garantir o início imediato do tratamento e acompanhamento.
Avaliação das Alternativas
| Alternativa | Comentário |
|---|
| A | Incorreta. A internação clínica não é o primeiro passo apenas para investigação diagnóstica, salvo complicações graves ou risco de morte iminente. |
| B | Correta. Segue o protocolo padrão: investigar (raio-X + exame laboratorial) e tratar se positivo. Atende à urgência do caso. |
| C | Incorreta. O tratamento da Tuberculose geralmente é realizado em ambulatório/comunidade com supervisão (DOTS), sem necessidade de internação social imediata. |
| D | Incorreta. Aguardar evolução viola o protocolo de saúde pública. A investigação deve começar após 2 semanas de tosse, não após 3. |
Conclusão
A conduta adequada prioriza a detecção precoce e o tratamento imediato. Portanto, a opção B é a resposta correta, pois alinha a suspeita clínica com os procedimentos de confirmação diagnóstica e garantia terapêutica exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).