Alternativa C - Déficits intelectuais e adaptativos com início no período de desenvolvimento.
O Diagnóstico de Deficiência Intelectual (DI) no DSM-5-TR baseia-se em três pilares fundamentais que devem estar presentes simultaneamente. Não basta apenas um baixo QI; é necessário avaliar o funcionamento prático da pessoa e quando os sintomas surgiram.
Os critérios essenciais são:
- Déficits nas funções intelectuais: Como raciocínio, resolução de problemas e aprendizado acadêmico, confirmados por avaliação clínica e testes padronizados.
- Déficits no funcionamento adaptativo: Falta de independência pessoal e responsabilidade social que não estejam adequadas ao nível de desenvolvimento esperado. Isso deve ocorrer em múltiplos ambientes (casa, escola, comunidade), não apenas em um.
- Início durante o período de desenvolvimento: Os sintomas devem aparecer na infância ou adolescência.
Análise das Alternativas
- Alternativa A (Incorreta): Embora um QI abaixo de 70 seja um indicador comum, o DSM-5-TR enfatiza que o diagnóstico não se baseia apenas no número do QI, mas também nos déficits adaptativos. Além disso, não há exigência rígida de "dois testes", mas sim de testes padronizados e interpretação contextualizada.
- Alternativa B (Incorreta): O prejuízo adaptativo deve estar presente em diversos contextos de vida (lar, trabalho, comunidade), e não "apenas no contexto escolar".
- Alternativa C (Correta): Resume perfeitamente os três critérios obrigatórios: déficits intelectuais, déficits adaptativos e a necessidade de início no período de desenvolvimento.
- Alternativa D (Incorreta): Atraso na fala pode ser uma característica, mas não é um critério diagnóstico exclusivo ou obrigatório por si só, especialmente sem mencionar os déficits cognitivos e adaptativos centrais.
Em resumo, a alternativa C é a única que abrange a tríade necessária para o diagnóstico correto segundo o manual atualizado.