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Quanto à sífilis congênita, pode-se afirmar que

Quanto à sífilis congênita, pode-se afirmar que

  1. a mortalidade entre os neonatos chega em torno de 10%
  2. a sífilis congênita é considerada recente até o segundo ano de vida e tardia após esse período
  3. o controle pós-tratamento deve ser realizado por meio do VDRL, trimestralmente
  4. uma titulação de VDRL de 1:1 é considerada baixa na gestação, não justificando o tratamento da gestante
  5. VDRL positivo confirma o diagnóstico de sífilis congênita nos recém-nascidos de mães com a infecção

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Análise da Questão sobre Sífilis Congênita

Introdução

A sífilis congênita é uma infecção transmitida verticalmente da mãe para o feto durante a gestação, causada pela bactéria Treponema pallidum. O diagnóstico e manejo adequado são fundamentais para prevenir sequelas graves ou óbito neonatal.

Desenvolvimento

Vamos analisar cada alternativa com base nas diretrizes do Ministério da Saúde brasileiro:

AlternativaAvaliaçãoJustificativa
A❌ IncorretaA mortalidade varia muito conforme acesso ao tratamento; não há consenso de "cerca de 10%" como regra geral
B✅ CorretaClassificação oficial estabelecida em diretrizes nacionais
C❌ IncorretaSeguimento ocorre em períodos específicos (3, 6, 12 meses), não trimestralmente indefinidamente
D❌ IncorretaQualquer VDRL reagente na gestante deve ser investigado e tratado se confirmado
E❌ IncorretaVDRL positivo no RN pode ser por anticorpos maternos; não confirma diagnóstico isoladamente

Análise Detalhada

Alternativa B - CORRETA

Classificação da sífilis congênita:

  • Sífilis congênita precoce: sintomas manifestados até os 2 anos de idade
  • Sífilis congênita tardia: sintomas manifestados após os 2 anos de idade

Esta divisão é importante porque:

  • Define protocolos de investigação diferentes
  • Determina quais exames complementares solicitar
  • Orienta o seguimento clínico adequado

Por que as outras estão erradas?

VDRL no recém-nascido: Os anticorpos IgG da mãe atravessam a placenta, podendo causar VDRL positivo falso no bebê mesmo sem infecção ativa. Confirmação exige:

  • Exame direto (microscopia)
  • Testes treponêmicos específicos
  • Avaliação clínica completa

Titulação: Mesmo títulos baixos (como 1:1) exigem tratamento na gestante devido ao risco fetal.

Seguimento pós-tratamento: Realizado em intervalos definidos (3, 6, 12 meses) até normalização dos títulos, não trimestralmente por tempo indeterminado.

Conclusão

Alternativa B - A classificação da sífilis congênita como precoce (até 2 anos) e tardia (após 2 anos) está correta e segue as diretrizes oficiais brasileiras de saúde.

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