Medicina Múltipla Escolha

Um paciente com 65 anos foi admitido em unidade de terapia intensiva por sepse de origem pulmonar. Evolui com insuficiência respiratória e hipotensão refratária à expansão volêmica, com necessidade de entubação orotraqueal e de drogas vasoativas. Foi indicada a obtenção de acesso venoso central em veia subclávia. Após a inserção do cateter, o paciente apresentou hipoxemia inexplicável e colapso cardiorcirculatório. A suspeita é de embolia aérea. Nesse caso, a conduta mais adequada é a aspiração do ar

Um paciente com 65 anos foi admitido em unidade de terapia intensiva por sepse de origem pulmonar. Evolui com insuficiência respiratória e hipotensão refratária à expansão volêmica, com necessidade de entubação orotraqueal e de drogas vasoativas. Foi indicada a obtenção de acesso venoso central em veia subclávia. Após a inserção do cateter, o paciente apresentou hipoxemia inexplicável e colapso cardiorcirculatório. A suspeita é de embolia aérea.

Nesse caso, a conduta mais adequada é a aspiração do ar

  1. por procedimento endovascular de urgência, sob radioscopia.
  2. por toracotomia lateral direita e punção cardíaca sob visão direta.
  3. pelo mesmo cateter, na posição de Trendelenburg em decúbito lateral esquerdo.
  4. por meio da passagem imediata de outro cateter em veia subclávia contralateral.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Pelo mesmo cateter, na posição de Trendelenburg em decúbito lateral esquerdo.

Diagnóstico e Manejo Emergencial

O cenário descrito caracteriza uma Embolia Aérea Venosa (EAV) iatrogênica, complicação grave durante a punção de veias centrais (como a subclávia).

Sinais Clínicos Típicos:

  • Hipoxemia inexplicável súbita.
  • Colapso cardiorrespiratório (hipotensão refratária).
  • Murmúrio "moínho de água" (auscultado às vezes).

Manobra de Durant

O tratamento imediato foca em impedir que o ar bloqueie a saída do ventrículo direito para a artéria pulmonar. A manobra clássica envolve:

  1. Posicionamento: Decúbito lateral esquerdo com inclinação de cabeça para baixo (Trendelenburg).
  2. Mecanismo: Essa posição usa a gravidade para manter a bolha de ar no ápice do ventrículo direito, evitando a obstrução da válvula tricúspide ou da artéria pulmonar.
  3. Aspiração: Deve-se tentar aspirar o ar diretamente pelo cateter já inserido, sem retirá-lo imediatamente, pois ele serve como acesso para remover o gás.

Análise das Alternativas

AlternativaAvaliaçãoMotivo
AIncorretaProcedimentos endovasculares são lentos; não há tempo para radioscopia em colapso agudo.
BIncorretaToracotomia é invasiva demais e de último recurso; não resolve a causa imediata tão rápido quanto a aspiração.
CCorretaSegue o protocolo padrão (Manobra de Durant + aspiração pelo próprio acesso).
DIncorretaTrocar o acesso consome tempo valioso e aumenta risco de nova punção em paciente instável.

Conclusão

A conduta prioritária deve ser rápida e menos invasiva possível. Manter o cateter, posicionar o paciente corretamente e aspirar o ar são as ações que salvam vidas neste contexto específico.

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