Medicina Múltipla Escolha

Uma paciente de 45 anos, com diagnóstico de colelitíase há 1 ano, apresenta dor em hipocôndrio direito, icterícia +/4, temperatura axilar de 38 °C, PA: 110 x 70 mmHg e bilirrubina total de 4,6 mg/dL, com bilirrubina direta de 3,2 mg/dL. Realizou ultrassonografia de abdômen, que mostrou vesícula biliar contendo múltiplos cálculos e discreta dilatação das vias biliares extra-hepáticas. Qual a conduta mais apropriada neste momento é:

Uma paciente de 45 anos, com diagnóstico de colelitíase há 1 ano, apresenta dor em hipocôndrio direito, icterícia +/4, temperatura axilar de 38 °C, PA: 110 x 70 mmHg e bilirrubina total de 4,6 mg/dL, com bilirrubina direta de 3,2 mg/dL. Realizou ultrassonografia de abdômen, que mostrou vesícula biliar contendo múltiplos cálculos e discreta dilatação das vias biliares extra-hepáticas. Qual a conduta mais apropriada neste momento é:

  1. hidratação e medidas de suporte, somente;
  2. papilotomia endoscópica de urgência;
  3. drenagem cirúrgica das vias biliares com dreno de Kehr;
  4. colecistectomia de urgência com colangiografia;
  5. drenagem biliar externa trans-hepática.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B

Diagnóstico Clínico
A paciente apresenta a Tríade de Charcot, composta por:

  1. Febre (temperatura axilar de 38 °C).
  2. Dor em hipocôndrio direito (sintoma clássico de patologia biliar).
  3. Ictericia (icterícia ++/4 e bilirrubinas elevadas).

Essa combinação clínica, associada ao histórico de colelitíase e à ultrassonografia que mostra dilatação das vias biliares extra-hepáticas e cálculos, confirma o diagnóstico de Colangite Aguda secundária a uma coledocolitíase (pedra na via biliar principal).

Conduta Terapêutica
O tratamento da colangite aguda baseia-se em três pilares principais:

  • Ressuscitação (hidratação e suporte);
  • Antibióticos (já iniciados no caso);
  • Descompressão Biliar (alívio da obstrução mecânica).

Apenas antibióticos e suporte (Alternativa A) são insuficientes porque não resolvem a obstrução física causada pelo cálculo. A persistência da obstrução mantém a pressão intrabiliar alta, impedindo o controle da infecção e podendo evoluir para choque séptico ou falência orgânica.

A descompressão deve ser feita preferencialmente de forma endoscópica antes da cirurgia eletiva. A papilotomia endoscópica de urgência (realizada durante a CPRE - Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) permite remover o cálculo e drenar a bile, controlando a sepse rapidamente.

Análise das Alternativas Incorretas

  • Alternativa A (Hidratação e suporte): Insuficiente para tratar a causa raiz (obstrução). O risco de piora clínica é alto.
  • Alternativa C (Drenagem cirúrgica): Intervenção muito invasiva como primeira escolha. Reservada para falha da técnica endoscópica.
  • Alternativa D (Colecistectomia de urgência): A cirurgia da vesícula é geralmente adiada até a resolução da fase aguda da colangite. O foco imediato é desobstruir os canais biliares, não retirar a vesícula.
  • Alternativa E (Drenagem externa): Técnica alternativa (percutânea) usada quando a endoscopia não é possível ou falha.

Conclusão
A prioridade imediata é aliviar a obstrução biliar para controlar a infecção. A opção menos invasiva e mais eficaz para isso é a papilotomia endoscópica (CPRE). Portanto, a conduta correta é a indicada na Alternativa B.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Medicina

Ver mais Medicina resolvidas

Tem outra questão de Medicina?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.