Direito Administrativo Múltipla Escolha

E estabelece circunstância de regular exercício do chamado jus variandi?

E estabelece circunstância de regular exercício do chamado jus variandi?

  1. transferência, para localidade diversa da que derivar do contrato, de empregado que ocupe cargo de confiança, sem comprovação da real necessidade de serviço.
  2. estipulação de jornada de oito horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, independentemente de negociação coletiva.
  3. transferência lícita do empregado para o período diurno do trabalho com a supressão do pagamento do adicional noturno.
  4. redução salarial, em previsão sobre convenção ou acordo coletivo.
  5. supressão, pelo empregador, do serviço suplementar prestado com habitualidade, durante pelo menos um empregado a um ano, sem assegurar ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou igual ou superior a seis meses de prestação da jornada normal.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B

Fundamentação Didática

O jus variandi é o poder do empregador de modificar as condições de trabalho (como horário, local ou método), desde que essas mudanças não sejam abusivas nem causem alteração lesiva ao contrato de trabalho (como redução salarial ou piora nas condições).

Para identificar a resposta correta, devemos analisar quais opções representam uma alteração permitida e quais violam a proteção trabalhista:

Análise das Alternativas Incorretas

  • Alternativa A (Errada): A transferência de empregado para localidade diversa exige comprovação de necessidade de serviço. Fazer isso sem tal comprovação configura abuso de direito e desvio de finalidade, sendo irregular.
  • Alternativa C (Errada): Transferir um funcionário do turno noturno para o diurno, suprimindo o pagamento do adicional noturno, fere o princípio da irredutibilidade salarial. O adicional noturno é parte integrante do salário; retirá-lo sem consentimento é ilegal.
  • Alternativa D (Errada): A redução salarial é proibida pelo Artigo 468 da CLT, salvo mediante negociação coletiva (acordo ou convenção). Fazer isso unilateralmente é nulo de pleno direito.
  • Alternativa E (Errada): Segundo a Súmula 473 do TST, é lícita a supressão de horas extras habituais (serviço suplementar), desde que seja assegurada a indenização correspondente a um mês de trabalho por ano. A alternativa diz "sem assegurar", tornando o ato ilícito.

Por que a Alternativa B está Correta?

A Alternativa B descreve a estipulação de jornada de 8 horas em turnos ininterruptos de revezamento.

  • Organização do Trabalho: A implementação de turnos ininterruptos (ex: escala 3x2) é considerada um ato de gestão empresarial para garantir a continuidade do processo produtivo.
  • Exercício Regular: Diferente da redução salarial ou da mudança de função prejudicial, a alteração da escala de horários (dentro dos limites legais de duração da semana) é um exercício legítimo do jus variandi.
  • Independência de Negociação: Embora negociações coletivas sejam preferíveis, a jurisprudência majoritária entende que a instituição de turnos ininterruptos, visando a eficiência da empresa e respeitando a carga horária semanal máxima, não depende obrigatoriamente de negociação prévia, configurando um poder diretivo regular do empregador.

Conclusão

O jus variandi permite mudanças organizacionais que não onerem o trabalhador. Enquanto as outras alternativas causam prejuízos financeiros ou morais diretos (transferência abusiva, perda de adicional, corte salarial, corte de horas sem indenização), a alternativa B representa uma reestruturação operacional permitida por lei.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Direito Administrativo

Ver mais Direito Administrativo resolvidas

Tem outra questão de Direito Administrativo?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.