Direito Constitucional Múltipla Escolha

Considere que Paulo é Advogado-Geral da União, João é Procurador de Justiça no Distrito Federal e Marta é advogada em sociedade de economia mista municipal. Nesse contexto, pode-se afirmar que:

Considere que Paulo é Advogado-Geral da União, João é Procurador de Justiça no Distrito Federal e Marta é advogada em sociedade de economia mista municipal. Nesse contexto, pode-se afirmar que:

  1. Paulo, João e Marta são fiscais da lei, na condição de advogados públicos.
  2. João e Marta não exercem função essencial à Justiça.
  3. Marta não exerce função essencial à Justiça, ao contrário de João.
  4. João, Marta e Paulo exercem função essencial à Justiça.
  5. Marta é considerada uma defensora pública do Município.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Marta não exerce função essencial à Justiça, ao contrário de João

Análise Constitucional das Funções Essenciais

O conceito de "funções essenciais à Justiça" está previsto na Constituição Federal de 1988 (Arts. 127-135) e inclui instituições que exercem atividades fundamentais para o funcionamento do sistema de Justiça brasileiro.

Quem são considerados funções essenciais à Justiça?

InstituiçãoStatusFundamento
Ministério Público✅ SimArt. 127 CF/88
Defensoria Pública✅ SimArt. 134 CF/88
Advocacia-Geral da União✅ SimArt. 131 CF/88
Procuradorias Públicas✅ SimRepresentam o Estado/Município
Advogados particulares❌ NãoAtuação privada

Análise de cada personagem:

  1. Paulo (Advogado-Geral da União)
  • Chefe da Advocacia-Geral da União
  • É função essencial à Justiça (representa a União)
  1. João (Procurador de Justiça no DF)
  • Membro do Ministério Público
  • É função essencial à Justiça (independente e autônomo)
  1. Marta (Advogada em sociedade de economia mista municipal)
  • É advogada privada contratada por empresa
  • NÃO é função essencial à Justiça
  • Não representa o Poder Público diretamente

Por que a alternativa C está correta?

A alternativa C afirma corretamente que:

  • Marta NÃO exerce função essencial à Justiça → porque atua como advogada contratada de empresa, não como representante público
  • João EXERCE função essencial à Justiça → porque é membro do Ministério Público

Por que as outras estão erradas?

  • A: Marta não é funcionária pública com função de fiscal da lei
  • B: João exerce SIM função essencial à Justiça
  • D: Marta não exerce função essencial à Justiça
  • E: Marta não é defensora pública (não faz parte da Defensoria Pública)

Conclusão

A distinção fundamental está entre servidores públicos que representam o Estado (funções essenciais) e advogados privados contratados (não são funções essenciais), mesmo que trabalhem para empresas estatais.

Alternativa C.

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